Regional agiliza tratamento com toxina botulínica
Procedimento ganha triagem própria e agilidade no encaminhamento e tratamento de pacientes

O Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) terá triagem própria no tratamento com toxina botulínica. A unidade é referência no tratamento, sendo um dos poucos centros do Paraná com credenciamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para uso da substância. São realizados cerca de 30 atendimentos mensalmente.
Com a triagem específica, o paciente será encaminhado para o Centro de Referência em Espaticidade e Distonias Focais do HU e terá acesso ao tratamento com maior agilidade, além de permitir controle e conhecimento referente aos pacientes atendidos pelos profissionais. Quanto mais cedo for iniciado, mais eficaz é o tratamento.
A aplicação da toxina botulínica é uma alternativa terapêutica para redução da rigidez muscular causada por doenças neurológicas, sequelas de derrames e traumatismos cranianos. O procedimento auxilia no relaxamento do músculo, na recuperação do movimento, diminui a dor e facilita o treino motor.
Segundo a médica fisiatra Neurofisiologista, Ligia Catai, o objetivo do tratamento é buscar a melhora da qualidade de vida do paciente e seu cuidador. “A espasticidade e a distonia são frequentes complicações de lesões neurológicas e podem gerar importantes incapacidades. Com a regularização do tônus muscular diversos benefícios podem ser alcançados”, explica
Diferentemente dos demais medicamentos utilizados via oral, que atuam em todo o corpo, a toxina botulínica é realizada pelo médico através de uma injeção intramuscular.
As outras opções de tratamento são por comprimido podendo causar efeitos colaterais como sonolência, franqueza, náusea, entre outros. O efeito do tratamento inicia em cerca de 2 a 3 semanas após a aplicação e tem duração variável de 2 a 3 meses.
O paciente passa pela avaliação e sendo indicado a toxina, na mesma consulta já é feita a primeira aplicação. Em um mês o paciente retorna para avaliação do efeito da toxina e em 3 meses para nova aplicação/avaliação.
Ao passar pelo procedimento, o paciente conta com o apoio de uma equipe envolvendo fisioterapia e residentes multiprofissionais do Hospital Regional. As aplicações devem ocorrer em um intervalo de, pelo menos, três meses.





















