Doente, ‘Xuxa do Calçadão’ abandona as ruas de PG | aRede
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Doente, ‘Xuxa do Calçadão’ abandona as ruas de PG

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| Autor: Gabriel Sartini

Mário Martins

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O cadeado no portão da residência de número 198, na Rua do Carpinteiro, no Núcleo Cristo Rei, em Ponta Grossa, significa muito mais do que um acessório de segurança para impedir a entrada de estranhos ao domicílio. A peça simboliza a clausura de Dirce Maria Alves, 65, a ‘Xuxa do Calçadão, considerada uma ícone da sociedade ponta-grossense. Doente, ela está enclausurada em casa, e desde fevereiro se ausentou dos cruzamentos centrais da cidade, onde cativava e encantava as pessoas pela sua simpatia.

“Nós achamos que ela está com mal de Alzheimer. A mãe se esquece das coisas, quase não conversa e é preciso puxá-la pelos braços para que ela se levante. A situação é bem grave porque precisamos de um diagnóstico médico e não temos recursos financeiros para ajudá-la”, lamenta Lucélia Ferreira Alves, uma das três filhas de ‘Xuxa’.

Lucélia conta que desde fevereiro mantém a mãe dentro de casa, justificando que não a deixa sair à rua por motivo de segurança. “Ela já se perdeu uma vez e nós a encontramos em Itaiacoca. Em outra oportunidade fomos achá-la no Pronto Socorro. Ela também não tem mais noção do que está fazendo. Se sair sozinha para fora do portão, a mãe não vai saber voltar para casa’, pondera. “Precisamos ficar atentos 24 horas. Colocamos o cadeado no portão para evitar de ela sair à rua’, complementa Adailton Guimarães, genro da ‘Xuxa’.

Lucélia diz que a mãe ficou conhecida como ‘Xuxa do Calçadão’ ainda na década de 90, quando começaram a estourar os sucessos da cantora ‘Xuxa Meneguel’, a rainha dos baixinhos. ‘Um dia, lá na casa da minha avó, ela começou a observar as sobrinhas dançarem as músicas da Xuxa e decidiu dançar também. Colocou uma minissaia e começou a ir para o calçadão do Coronel Cláudio. Desde então ficou famosa em Ponta Grossa como a ‘Xuxa do Calçadão’, conta.

Hoje, a realidade de ‘Xuxa do Calçadão’ é de sofrimento e de dor. O sorriso foi substituído pelas lágrimas, ela não tem mais liberdade e caiu no esquecimento. Usa fraldas e é dependente da filha e do genro. A casa onde moram tem apenas três peças. “Quando ela estava na rua, sempre ganhava dinheiro, roupas e comidas. Agora não tem mais nada”, lamenta a filha.

Família pede ajuda

Lucélia e Adailton fazem um apelo às pessoas para que ajudem a ‘Xuxa do Calçadão’, doando roupas, fraldas e alimentos. Ela também precisa urgentemente fazer uma consulta para identificar as doenças desenvolvidas. Os telefones para contatos são (42) 8844-7212 ou 8803-8558.

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