PG descarta binário e propõe soluções na Carlos Cavalcanti
A Prefeitura de Ponta Grossa descartou a construção de um binário na Avenida Carlos Cavalcanti para desafogar o tráfego da região leste da cidade. Iniciadas na gestão do ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB) e avaliadas em cerca de R$ 4 milhões, as obras pretendiam dar sentido único à avenida, rumo ao interior do bairro, enquanto a construção de uma via dentro do 13º Batalhão de Infantaria Blindada (BIB) se transformaria no caminho de volta à região central.
Embora as obras na Vila Militar continuem, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan) fez alterações no projeto de Wosgrau e propôs novas soluções ao sistema viário de Uvaranas. Segundo o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, a população terá três alternativas de acesso ao bairro e ao Centro.
No projeto, duas vias paralelas à avenida serão aprimoradas, enquanto o sentido da Carlos Cavalcanti continuará o mesmo. As outras ligações devem garantir tanto o caminho de ida como de volta. Para o secretário de Planejamento, João Ney Marçal, o binário não resolveria o problema e traria um novo gargalo no trânsito da região.
Marçal afirma que o cruzamento dentro do 13º BIB como principal via de retorno de Uvaranas ao Centro sobrecarregaria o tráfego. “Imagine todos os veículos se deslocarem da região leste para a central através de uma única rua, dentro de uma área tipicamente residencial, que é a Vila Militar”, questiona.
O secretário garante, ainda, que as obras dentro do batalhão do Exército serão concluídas até o fim do ano. Não só a administração municipal reprovou o binário como solução ao gargalo da Carlos Cavalcanti. O presidente da Associação do Desenvolvimento Econômico e Social de Uvaranas (Adesuva), Carlos de Mário, conta que desde o início do projeto os comerciantes e moradores da região leste buscaram alertar a antiga gestão sobre a ineficiência das obras.
Mário critica o projeto e diz que as recomendações da Adesuva eram para a construção de vias alternativas, sem alterações na Carlos Cavalcanti. “Aquele binário é uma enganação para o povo, uma obra cara e sem nexo nenhum”, afirma. “Nós nunca entendemos que seria uma solução, para aquela região o ideal seria um trinário”, completa.
De acordo com o presidente da Adesuva, mais de 2 mil empregos estão concentrados nas margens da Carlos Cavalcanti e alterações no sentido da avenida poderiam prejudicar ainda mais a região.
Informações do Jornal da Manhã.





















