Pais acusados de tortura de bebê são transferidos de PG
Por questões de segurança, os dois saíram de Ponta Grossa e foram para unidades prisionais da região metropolitana de Curitiba
Por questões de
segurança, os dois saíram de Ponta Grossa e foram para unidades prisionais da
região metropolitana de Curitiba
Os pais do bebê de seis meses que está internado na Unidade
de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais
(HU) foram transferidos na manhã desta sexta-feira (30). Eles estavam na Cadeia
Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, mas por questões de segurança,
foram levados para unidades prisionais da região metropolitana de Curitiba.
A mãe foi levada para a Penitenciária Feminina do Paraná,
que fica no Complexo Penitenciário de Piraquara, enquanto o pai foi transferido
para um presidio em Araucária.
A assessoria de imprensa da Universidade Estadual de Ponta
Grossa (UEPG) informou que o estado de saúde do bebê que segue internado na
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital Universitário
Regional dos Campos Gerais (HU) vem melhorando. A criança de seis meses de
idade foi internada sob a suspeita de espancamento.
De acordo com a assessoria, a criança pode deixar a UTI já
na sexta-feira (30). Ela respira sem a ajuda de aparelhos, teve a sedação
retirada e pela primeira vez conseguiu se alimentar de forma natural.
Acareação
Dando segmento às diligências, a delegada do Núcleo de
Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), da Polícia
Civil, Ana Paula Cunha Carvalho, colocou frente a frente os principais suspeitos
pelo crime – o pai e a mãe da criança. A acareação ocorreu na tarde desta
quinta-feira (29) nas dependências do Cadeião. O encontro durou 1h30.
A intenção da delegada foi ouvir novamente o pai, um homem
de 25 anos de idade, depois que a mãe da criança, de 21 anos de idade, imputou
ao homem a responsabilidade pelas agressões a criança. A mulher mudou o
depoimento na segunda-feira (26) passada ao ser presa.
“A mãe manteve a nova versão apresentada. O pai
negou qualquer tipo de agressão, reforçando que os ferimentos teriam sido
provocados pela cadeirinha utilizada pela família para o transporte do menino.
Ele apenas disse que a mãe teria também dado uma mordida no bebê”, contou Ana
Paula.