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Autoridades discutem o futuro da Av. München

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Gabriel Sartini

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Autoridades da Segurança Pública de Ponta Grossa se reúnem na próxima semana para discutir o futuro da Avenida München. No encontro, entidades, lideranças políticas e policiais vão definir estratégias para estancar a onda de violência que tem tomado conta do local.

Somente no primeiro semestre deste ano, pelo menos dez ocorrências foram registradas pela Polícia Militar na avenida. Os casos envolvem brigas generalizadas, disparos com armas de fogo, facadas, tráfico de drogas e homicídios. Os índices de violência têm crescido desde o ano passado e pautado projetos de lei na Câmara Municipal.

Articulado pelo 1º secretário do Legislativo, vereador Walter de Souza (PROS), o encontro contará com a presença de representantes da PM, da Guarda Municipal, do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e da Secretaria de Segurança de Cidadania e Segurança Pública. A discussão está agendada para a próxima sexta-feira.

De acordo com Valtão, as medidas que serão definidas podem apontar para o fechamento da Avenida München. O vereador afirma que o Governo Municipal tem autonomia para fechar o local, mas diz que as ações contra a violência no local só serão anunciadas após o encontro. Além de buscar novas alternativas para o problema, Valtão vai pedir a aplicação da lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em lugares públicos. “Essa lei reduziria as ocorrências, mas precisamos aumentar a fiscalização para aplicá-la”, comenta. De autoria do parlamentar, a lei foi aprovada em 2012 pela Câmara.

O secretário de Segurança, Ary Lovato, garante que haverá mais rigor contra os crimes cometidos na avenida. “Vamos discutir as medidas cabíveis junto às entidades, mas certamente faremos ações incisivas para reduzir a violência do local”, diz. Para Lovato, o fechamento do local está fora do alcance do Poder Público, no entanto, o secretário defende uma reforma geral na avenida.

Além da lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nas ruas, a Avenida München também motivou a criação do projeto de lei que fecha bares que tenham recorrentes registros de violência.

Conseg defende ‘toque de recolher’

A Avenida München também tem pautado as assembleias do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).Uma das soluções levantadas pelo Conseg é a aplicação da lei 7.307 de 2003. De acordo com a lei, os bares que não possuírem estacionamento, isolamento acústico e seguranças não poderão funcionar a partir das duas horas da manhã. O descumprimento da lei resulta em multas e cassação do alvará de funcionamento. Para o presidente do Conseg, Henrique Henneberg, se o Poder Público aplicasse a lei, as ocorrências policiais diminuiriam. “A maior parte dos casos acontecem depois das quatro horas, de modo que o problema poderia ser amenizado com a aplicação desta lei que existe desde 2003”, afirma. Henneberg defende, também, o alargamento das ruas e o fim das mesas nas calçadas.

Informações do Jornal da Manhã.

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