OAB alerta para crescimento nos crimes de ódio em PG
Comissão de Diversidade Sexual e Gênero acompanha investigações de agressões registradas na cidade. Suspeita é que crimes tenham intolerância sexual como motivação

Comissão de Diversidade Sexual e Gênero acompanha investigações de agressões registradas na cidade. Suspeita é que crimes tenham intolerância sexual como motivação
A Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da Subseção da OAB em Ponta Grossa acompanha com preocupação os crescentes crimes de ódio na cidade. A agressão contra o massoterapeuta Sandro Murilo Pedrozo, registrada no último domingo (18) na região central de Ponta Grossa, fez com que o debate fosse retomado.
De acordo com a advogada Thais Boamorte, presidente da Comissão, o grupo tem acompanhado de perto e com cautela as investigações sobre o caso de agressão contra Sandro. “A Comissão abomina qualquer tipo de violência, seja ela contra à comunidade LBGT ou qualquer cidadão”, lembra Thais.
A advogada ressalta que os constantes crimes de ódio registrados em Ponta Grossa reafirmam a importância do debate sobre o tema. “Estamos atentos aos supostos casos que tem como motivação crimes de ódio, precisamos lembrar as escolhas de orientação sexual dos cidadãos precisam ser respeitadas”, assinala Thais.
Thais lembrou que “infelizmente” não existe uma legislação específica de crimes motivados por intransigência sexual ou contra a comunidade LGBT. “No caso das mulheres existe a lei Maria da Penha e o feminicídio, o mesmo acontece com os idosos que possuem um Estatuto próprio, em nível nacional também buscamos fortalecer essa discussão”, contou a advogada.
A presidente da Comissão lembrou que além de agressão contra Sandro, outros dois casos registrados na cidade apenas em 2017 tem possível ligação com a homofobia ou intolerância. Entre eles a agressão do arquiteto André Panatto e o caso de esfaqueamento de uma transexual registro na área central de PG.





















