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VCG pode ir à Justiça para garantir aumento na tarifa

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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A Viação Campos Gerais (VCG) deve ir a Justiça para garantir um possível reajuste na tarifa de ônibus em Ponta Grossa. A informação foi repassada pela assessoria de imprensa da VCG que também esclareceu que a empresa "cumpriu a parte que lhe cabia" no acordo que colocou fim a greve no transporte coletivo da cidade.

Além disso, a Viação também informou que o Sintropas-PG, sindicato que representa os trabalhadores do setor, "sabia do riscos" do acordo não ser totalmente concretizado - já que o subsídio dependeria da aprovação de um projeto de lei na Câmara Municipal de Ponta Grossa.

A empresa aguarda que a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) reveja as planilhas de custos e que os documentos também sejam analisados pelo Conselho Municipal de Transporte (CMT). De acordo com a VCG, cerca de 43% da 'tarifa técnica' do transporte diz respeito aos custos do pessoal e, por isso, o aumento de 9% no salário e de 9% no vale- alimentação dos colaboradores acarretaria, inevitavelmente, um aumento na tarifa.

Caso o subsídio do município tivesse sido aprovado na Câmara, o reajuste no salário dos trabalhadores seria de 10%. Já o aumento no ticket alimentação subiria para 50% - o impasse no real aumento que a classe trabalhadora vai receber já gerou manifestações por parte do Sintropas-PG.

Prefeito diz que não autoriza reajuste

O próprio prefeito Marcelo Rangel (PPS) já afirmou categoricamente que não vai autorizar um aumento na tarifa do transporte coletivo. Rangel afirmou que tanto o Sindicato como a empresa sabiam dos riscos do subsídio não ser aprovado e também viu com "maus olhos" uma nova greve dos trabalhadores do setor.

Crise política

Quem 'mediou' o acordo que colocou fim a greve no transporte coletivo da cidade foi o vereador Aliel Machado (PCdoB), junto com o secretário de planejamento João Ney Marçal Junior. O próprio Aliel já tinha apontado para uma possibilidade da tarifa subir, caso o subsídio não fosse concedido ao setor.

Além de ter aberto uma crise política entre os representantes da cidade, o repasse de R$ 2,4 milhões também dividiu opiniões entre os moradores e usuários do transporte coletivo de Ponta Grossa - a medida também foi alvo do Ministério Público. O impasse diante do repasse para o transporte também adiantou o clima eleitoral na cidade.

Sindicato critica interferência política

O presidente do Sintropas-PG, Ricardo Peloze, criticou a intervenção política que mediou o acordo entre trabalhadores e a VCG. "A oposição e o governo estavam unidos no momento em que fizeram a proposta. A forma como as coisas aconteceram indignaram os trabalhadores. Eles não deveriam ter colocado o acordo na mesa se não poderiam cumprir", criticou Peloze.

O sindicalista também afirmou ser alvo de perseguição. Peloze foi detido durante uma manifestação no centro de Ponta Grossa e o caminhão, usado durante o protesto, segue detido no 1º Batalhão de Polícia Militar. Ricardo Peloze deve se reunir ainda na noite de hoje (15) com  federação dos trabalhadores do transporte rodoviário do paraná (FETROPAR) para tentar liberar o veículo. "O caminhão está retido a mando de alguém", alfinetou Peloze.

Novas reuniões

Peloze também contou que deve se reunir com o prefeito Marcelo Rangel (PPS) e com o secretário João Ney Marçal nessa quarta-feira (16). Caso não haja um acordo e novas propostas, a categoria deve voltar a se reunir na teça-feira (22) e caso os trabalhadores entendam pela greve, os ônibus devem parar de circular em Ponta Grossa já às 0 horas da segunda-feira (28).

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