Prolar altera foco de novos projetos para habitação
Projetos protocolados junto ao Ministério das Cidades contemplam áreas menos pulverizadas, focando em bairros já estabelecidos para não comprometer a estrutura pública

A cidade de Ponta Grossa conta atualmente com um déficit habitacional de 15 mil famílias, segundo dados da Companhia de Habitação (Prolar). A realidade é analisada de maneira crítica pelo presidente da pasta, Dino Schrutt. “É um desafio atender a essa demanda com a situação política e financeira que o país vem enfrentando”, comenta.
Schrutt lembra que a cidade viveu desde 2009 uma fase bastante positiva no que diz respeito à colocação em prática de projetos para a construção de novas moradias. O primeiro residencial com recursos do Governo Federal foi o Gralha Azul, construído próximo ao Centro de Eventos. Todavia, do ano passado para cá foi sentida uma desaceleração significativa não só em Ponta Grossa, como em várias outras regiões do Paraná e do país. “Um exemplo é o município de União da Vitória. A cidade sofreu com um alagamento em 2014 e reivindicou a construção de 500 novas casas. O pedido só foi atendido agora”, ressalta.
Essa situação, segundo o presidente da Prolar, vem exigindo uma gestão política efetiva em relação a busca por verba para novas moradias. “Além do Gralha Azul, foram construídos outros residenciais em pontos diferentes da cidade, criando os chamados ‘bolsões’ de conjuntos habitacionais. Isso, se não administrado de maneira correta, com o atendimento necessário, pode contribuir para a formação de núcleos de pobreza”, avalia Schrutt.
Por conta disso os novos projetos protocolados pela Prolar junto ao Ministério das Cidades terão uma característica diferente. “Estamos em busca de 600 unidades pelo baixa renda. Podemos conseguir, como também não. Optamos por projetos em áreas menos pulverizadas, focando em bairros já estabelecidos para não comprometermos a estrutura pública, seja municipal, estadual ou federal”, conta.
Schrutt destaca importância de recursos para a região
O presidente da Prolar, Dino Schrutt, também avalia a situação do déficit habitacional dentro de um panorama regional. “Os Campos Gerais possuem municípios muito próximos. Essa situação é propícia para uma intensa migração. Recebemos entre 2014 e 2015 cerca de 600 inscrições de pessoas que vieram de outras cidades”, comenta. Schrutt ressalta que investimentos em moradia em outros municípios ajudariam a conter esse trânsito de pessoas, aliviando a situação em Ponta Grossa.





















