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PG trabalha na elaboração de novo plano habitacional

Intenção é ter a dimensão real do problema e também mapear os vazios urbanos que podem ser direcionados para habitação. Situação é encarada como desafio para a cidade

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Daniel Petroski

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A meta está no Plano de Governo do prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel. “Reduzir em pelo menos 50% os focos de favela hoje existentes no município”. Para dar conta da demanda até 2020, a Companhia de Habitação (Prolar) vem trabalhando há pelo menos seis meses em um novo levantamento. A intenção é ter a dimensão real do problema e também mapear os vazios urbanos que podem ser direcionados para investimentos em habitação.

“Quando assumimos a Prolar, identificamos o problema e atendemos a primeira etapa das famílias até 2015. A partir disso, com a entrega dos residenciais, entre eles América, Sabiás, Califórnia e Andorinhas, por exemplo, conseguimos uma redução de 31% nos pontos de favela no município em 2016. Agora, estamos realizando mais um estudo para oferecer até o fim do ano um novo Plano Municipal de Habitação”, garante o presidente da autarquia, Dino Schrutt. Neste documento constam os objetivos e metas, diretrizes e instrumentos de ação que expressam o planejamento da cidade para o segmento. 

E a ajuda da tecnologia será importantíssima para esse levantamento. “Imagens aéreas estão sendo captadas e serão utilizadas nos trabalhos. Queremos ver, comparativamente, em quais pontos o problema foi resolvido. Vamos considerar ainda os locais em que infelizmente a situação persiste, mesmo com a oferta de casas através de programas sociais. Existem famílias que apesar de serem contempladas, voltam para os antigos endereços”, complementa Schrutt.

Acreditasse que a cidade tenha 2,6 mil famílias vivendo em favelas. A principal concentração está no bairro de Olarias, principalmente próximo ao arroio que corta a região em pelo menos três pontos. Ponta Grossa, em 2009, já chegou a figurar entre as dez cidades do sul do país com maior número de pontos de favelização. Atualmente, o município não figura nem entre os 100 do Estado.  

Programas buscam modificar realidade 

Além do trabalho com foco na criação de novas unidades habitacionais, a Prefeitura de Ponta Grossa oferece, através dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), outras ferramentas para tentar contornar o problema das favelas no município. Esses espaços servem de referenciamento para as ações da Proteção Social Básica

Antes de tudo, a orientação é procurar uma das nove unidades espalhadas pela cidade e realizar o cadastro. De acordo com o site da Prefeitura (www.pontagrossa.pr.gov.br), elas estão instaladas no Santa Luzia, Sabará, Vila Izabel, Nova Rússia, Cará-Cará, Jardim Paraíso, Vila Mariana, Jardim Carvalho e Vila XV. Depois disso, ocorre o encaminhamento para programas sociais como o Bolsa Família, “Luz Fraterna”, entre outros. Quem ainda não está vinculado a Companhia de Habitação (Prolar) também recebe a mesma instrução. Os Cras estimulam ainda a participação em cursos de qualificação e profissionalizantes. O objetivo é ajudar na conquista de uma vaga de emprego ou na busca por um salário melhor. As relações familiares são outro aspecto trabalhado dentro das unidades.

Cidade tem aspectos que favorecem a favelização

O presidente da Prolar, Dino Schrutt, elenca aspectos que fazem com que a temática em questão exija um esforço ainda maior do poder público em Ponta Grossa. “Um deles é o relevo acidentado. A situação faz com que seja mais fácil a construção de moradias em áreas de risco, por exemplo”, pontua. Outra questão é o anúncio intenso de investimentos no município e a abertura de vagas de emprego – no acumulado deste ano o saldo positivo é de 329 vagas geradas, sendo um dos melhores índices do Paraná. “Muitas pessoas observam uma oportunidade na cidade, deixam sua terra natal e se arriscam. O problema é que as vezes isso não dá certo. A falta de qualificação profissional ou outras situações podem surgir como obstáculos”, exemplifica.      

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