Prof. João Carlos ressalta R$ 13,7 mi na UEPG | aRede
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Prof. João Carlos ressalta R$ 13,7 mi na UEPG

Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado garantiu que o Governo tem tratado os investimentos no setor como “política pública estabelecida”

Secretário afirma que investimento no ensino superior se tornou política de Estado no Paraná
Secretário afirma que investimento no ensino superior se tornou política de Estado no Paraná -

Afonso Verner

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Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado garantiu que o Governo tem tratado os investimentos no setor como “política pública estabelecida”

O professor João Carlos Gomes foi reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) por quase 12 anos e desde 2013 está no cargo de secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná. Diante da polêmica com a comunidade acadêmica com a instalação do sistema ‘Meta4’, João Carlos ressaltou o aporte financeiro feito pelo Governo nas universidade e afirmou que o ensino superior é uma “política pública estabelecida” no Paraná.

Nesta sexta-feira (16), João Carlos visitou a redação do Jornal da Manhã e do portal aRede. O ex-reitor da UEPG garantiu “amplo debate” do Governo com a comunidade acadêmica diante da instalação do sistema ‘Meta4’. “A instalação desse sistema é uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado, o Governo quer ter apenas conhecimento completo do pagamento das folhas salariais das universidades”, lembrou o secretário.

João Carlos garantiu que a instalação do sistema não fere a “autonomia universitária” e apenas prevê maior transparência no pagamento de progressões e salários. “O Governo quer ter apenas pleno conhecimento de como está sendo investido o dinheiro público, nas universidades federais já existem sistemas com o mesmo objetivo que não ferem a autonomia das instituições”, lembrou João Carlos.

Reitor da UEPG durante três mandatos, o secretário ressaltou o volume de investimentos aplicados pelo Governo do Estado na instituição. “Só em 2017 temos um volume de R$ 13,7 milhões de aportes financeiros do Governo que contemplam, por exemplo, a construção da nova biblioteca do Campus de Uvaranas, orçada em R$ 8 milhões, e a Casa do Estudante, reivindicação antiga da comunidade”, lembrou João Carlos. O secretário citou ainda outros investimentos na UEPG, como a contrapartida de R$ 2,9 milhões para atividades de pesquisa.

O secretário expôs dados da administração do setor em nível estadual e lembrou que o Paraná tem o segundo maior orçamento do Brasil para a área de ensino superior e tecnologia – em 2017 a Secretaria comandada pelo ex-reitor da UEPG teve um orçamento de R$ 3,4 bilhões. “O Paraná tem um potencial gigantesco na área de ensino superior e a atual administração tem investido no setor”, garante João Carlos.

Atualmente o Paraná tem sete universidades estaduais (UEL, UEPG, UEM, Unicentro, UENP, Unioeste e Unespar), instituições distribuídas em todas as regiões do Estado. “Temos 95 mil alunos inscritos nas nossas universidades estaduais e o Paraná tem ainda o privilégio de contar com outras instituições federais que reforçam ainda mais o setor”, afirmou o ex-reitor da UEPG.

Secretário garante amplo debate sobre o ‘Meta4’

Diante da polêmica sobre a implementação do programa ‘Meta4’, o secretário Prof. João Carlos Gomes ressaltou que o Governo do Estado irá debater possíveis adequações e melhorias junto com a comunidade acadêmica. “Montamos um grupo de trabalho que terá 90 dias para discutir adequações no sistema que façam com que o programa atenda as universidades de maneira mais adequada e também para garantir o debate sobre o assunto”, contou João Carlos.

Governo salienta regulamentação do ‘TIDE’

O professor João Carlos Gomes ressaltou os esforços da administração do governador Beto Richa (PSDB) em regulamentar o regime de Tempo Integral de Dedicação Exclusiva (TIDE) dos professores universitários. “Temos um compromisso firmado com os reitores em enviar à Assembleia Legislativa do Paraná um projeto de lei que regulamente o TIDE e faça dele um regime de trabalho de forma definitiva”, afirmou o reitor. Segundo João Carlos, os problemas com o reconhecimento do TIDE foram causados após o governo de Roberto Requião (PMDB) ter alterado a lei que rege o assunto ainda em 2005.

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