Diretor do PSM garante que médico atendeu paciente
Uma confusão na noite de sábado (12) entre um médico plantonista do Pronto Socorro Municipal e oficiais do Corpo de Bombeiros resultou no encaminhamento do médico André Pazzio para a assinatura de um termo circunstanciado por desacato à autoridade. A direção do Hospital falou sobre o assunto na manhã desta segunda-feira (14), e afirmou que não houve a negativa de atendimento.
De acordo com Pedro Ricardo Souza Compasso, diretor técnico do Hospital, o plantonista não negou atendimento ao paciente. Ele teria orientado o bombeiro dizendo que o caso deveria ser atendido pelo cirurgião. "Sobre o fato dos três plantonistas estarem jantando ao mesmo tempo, não existe problema, tendo em vista que estando dentro do Hospital podem atender uma emergência rapidamente", relatou o diretor.
O diretor do PSM destaca ainda que não cabe ao hospital a investigação sobre o possível desacato e que as outras situações relatadas pelo médico do Samu e pelo socorrista do Siate ainda são apuradas para avaliar qual procedimento será adotado.
Confusão
Segundo o relato da tenente Spack, do Corpo de Bombeiros, a vítima foi atendida depois de sofrer ferimentos na cabeça durante uma festa junina. O Siate encaminhou o garoto até o Pronto Socorro, mas no local o médico teria dito que o paciente era de responsabilidade dos cirurgiões de plantão e se recusou a interromper o jantar para atender a criança. “Quando chegamos lá, o corredor do Pronto Socorro estava cheio de macas e com pacientes esperando. Enquanto isso, os três médicos de plantão jantavam ao mesmo tempo – não havia nenhum tipo de revezamento no descanso dos profissionais”, contou a Tenente.
Diante do impasse e dos ânimos exaltados, o médico de plantão no Samu foi chamado para ‘intermediar’ a situação. Vladimir Mazzer foi até o PSM (aonde também presta serviços) para conseguir intermediar o diálogo entre os médicos que se recusavam a atender a vítima e os colegas do Corpo de Bombeiros. “Fiz questão de lembrá-los que somos médicos e que somos obrigados a prestar socorro seja qual for a situação. Isso já tem se repetido há alguns meses, com colegas se recusado a prestar o serviço para os quais são pagos”, criticou Mazzer.
A situação também revoltou os profissionais do Corpo de Bombeiros. A tenente Spack disse que “quem não pode pagar e o paciente” pelo não comprometimento do profissional do médico. “Como cidadã eu me sentiria desrespeitada”, argumentou a Tenente.
Quem também viu com maus olhos a situação foi o médico do Samu. “É uma vergonha três médicos estarem jantando enquanto os pacientes esperam. Graças a Deus nenhum paciente acabou prejudicado nessa situação”, ponderou Mazzer.





















