Advogados dizem que laudo não inocenta acusados

Os advogados Fernando Madureira e Ângelo Pilatti Junior, que defendem os interesses da família de Rodrigo Carneiro da Silva, consideram “fantasiosa” a versão apresentada ao portal aRede pela defesa dos réus, formada pelos advogados César Gasparetto e Willyan Laranjeira. Para Madureira, que atua como assistente do Ministério Público no caso, o laudo do IML não inocenta os acusados da morte de Rodrigo, ocorrida no dia 24 de março, na esquina das ruas Saldanha Marinho e Balduíno Taques.
Madureira apresenta o laudo do exame da vítima, aonde consta “contusão com hematoma na região frontal esquerda com ferida de pele horizontal de mais ou menos 5cm; contusão com hematoma na região occipito-cervical à direita com aumento de volume até a base da orelha direita e no terço médio posterior da coluna cervical; flacidez articular na coluna cervical superior com hiperextensão da flexão da coluna cervical; mobilidade anormal e crepitação da coluna cervical alta”. A conclusão do laudo é que a morte de Rodrigo foi produzida por fratura de coluna cervical alta.
“Não se sabe de onde os acusados chegaram a conclusão de que a culpa da morte de Rodrigo se deu por erro na prestação de socorro. Se eles não tivessem espancado a vítima ela não teria morrido”, disse Madureira. O advogado ressalta ainda que as imagens capturadas pelo sistema de monitoramento da Guarda Municipal “são claras mostrando a vítima sendo covardemente agredida pelos acusados, sem esboçar qualquer reação. Foi linchada em plena via pública”.
Além disso, os advogados da família também argumentam que a vítima não teria feito acusações racistas antes de ser agredido. “[A acusação] não é verdadeira, não tem comprovação nas provas colhidas no inquérito policial, não passando de invenção dos acusados, para tentarem justificar o assassinato do empresário”, completa.





















