Entidades são contra mudanças no comando da PM
As entidades ressaltam que a transferência dos oficiais representa uma insegurança muito grande com relação à condução da PM

As entidades ressaltam que a transferência dos oficiais representa uma insegurança muito grande com relação à condução das atividades da Polícia Militar
Pelo menos 22 entidades de Ponta Grossa, lideradas pela Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (Acipg), estão se mobilizando em defesa do tenente-coronel Edmauro Assunção e do coronel João Jorge dos Santos Junior, destituídos das chefias do 1º Batalhão e do 4º Comando Regional, respectivamente, na sexta-feira da semana passada, por ato do comando-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Arlindo Luiz Dias.
Em manifesto publicado nesta quinta-feira no Jornal da Manhã, as entidades ressaltam que a ‘transferência dos oficiais representa uma insegurança muito grande com relação à condução das atividades da Polícia Militar em Ponta Grossa e região, uma vez que o trabalho ora desempenhado pelos oficiais é muito bem visto por todas as entidades e pela própria população ponta-grossense’. Argumentam que os oficiais são cidadãos de Ponta Grossa, têm suas famílias morando na cidade e por isso sabem muito bem os problemas que precisam de solução. ‘Eles conhecem a realidade do município e sentem, por suas famílias, o mesmo medo que cada um dos demais ponta-grossenses. Não queremos aqui pessoas que vêm de fora apenas para cumprir tabela e contabilizar nosso município como mais um posto em sua carreira’, assinalam.
As entidades ressaltam, nesta nota, ‘que não estão fazendo julgamento prévio ou acusando este ou aquele oficial que porventura venha a conduzir os trabalhos em Ponta Grossa, e sim, apenas reforçam o nosso reconhecimento pela conduta dos oficiais que foram retirados de Ponta Grossa e que prestam um serviço honesto e comprometido com os pedidos da comunidade’.
Assunção e João Jorge fazem o melhor com os poucos recursos que o Estado disponibiliza, motivo pelo qual a Associação Comercial, junto com o Conselho Comunitário de Segurança, seu braço forte em relação ao assunto, disponibilizaram a compra de seis motocicletas, três fuzis, conserto de viaturas, realização de obra civil no presídio Hildebrando de Souza visando separar a galeria feminina da masculina, obras nas instalações elétricas e hidráulicas na 13ª regional de Ponta Grossa e compra de equipamento telefônico para o Denarc.
‘Dessa forma, pedimos novamente pela intercessão de nossos deputados estaduais Márcio Pauliki, Plauto Miró e Péricles de Mello, pois acreditamos que sua força e competência junto ao Comando Geral são importantes para conseguirmos cancelar essa decisão, que não tem justificativa plausível e defensável. Há um ditado que diz que não se mexe em time que está ganhando e é isso que acreditamos que deveria ser levado em consideração pelo Comando Geral da Polícia Militar do Paraná’, apelam as entidades.
PG cobra responsabilidades
Na nota publicada na edição de hoje, no JM, as entidades querem saber de quem será a responsabilidade caso a segurança pública de Ponta Grossa apresente índices insustentáveis? ‘Quem assumirá a culpa por uma falha na gestão de um setor que afeta diariamente a vida dos mais de 340 mil habitantes? Para quem nós, as instituições representantes dessa população, iremos fazer a cobrança por essa decisão precipitada – feita sem a consulta das entidades locais – e, ao nosso ver, injustificada’, questionam. ‘Esperamos que esse apelo público sensibilize as lideranças da Polícia Militar do Paraná para que a decisão da remoção dos policiais Edmauro de Oliveira e João Jorge dos Santos Junior seja revista’, diz a note.





















