Docentes da UEPG organizam protestos no dia 20
Em assembleia, professores definiram duas paralisações para os dias 20 e 30 deste mês; atos serão definidos nesta quarta

Em assembleia, professores definiram duas paralisações para os dias 20 e 30 deste mês; atos serão definidos nesta quarta
Reunidos em assembleia na tarde desta terça-feira (13), os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) decidiram por paralisar em dois momentos neste mês de junho: no dia 20, em defesa das universidades estaduais do Paraná; e no dia 30, na Greve Geral Nacional, atendendo à chamada das centrais sindicais, no esforço de barrar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista, pela revogação da Lei da Terceirização e pelo Fora Temer.
A paralisação do dia 20 é uma proposta do Comitê em Defesa das Instituições Estaduais de Ensino Superior do Paraná (IEES-PR) em virtude dos bloqueios das verbas de custeio da UEL, UEM e Unioeste e o comunicado do governo sobre a inclusão da UEPG e Unicentrono Sistema Meta4, incluindo também ações para fazer frente ao que consideram “uma campanha mentirosa e difamatória contra as universidades”.
Os sindicatos das sete universidades paranaenses devem propor, em suas assembleias, paralisações e mobilizações conforme decisão tomada pelo Comitê em Defesa das IEES, as quais estão sendo programadas para acontecer em todo o Paraná, no dia 20 de junho. O grupo amplo de apoio, do qual fazem parte professores, alunos e técnicos da UEPG, se reúne às 17h desta quarta-feira (14) na sede do sindicato para organizar as ações das paralisações.
Na assembleia, foi aprovada ainda a doação ao Fundo de Solidariedade às/aos Docentes das Universidades Estaduais do Rio de Janeiro, divulgado pelo Andes-SN. A campanha foi criada para auxiliar financeiramente os professores das universidades estaduais do Rio de Janeiro que, desde o ano passado, sofrem com atrasos no pagamento dos seus salários.
A direção do Sinduepg avalia positivamente a deliberação da categoria. Segundo Rosângela Petuba, “não podemos deixar que um governo destrua as nossas universidades. Elas representam um patrimônio dos paranaenses. O projeto de universidade que esse governo defende é da privatização, excludente e voltado para as demandas do mercado. Nosso projeto é por uma universidade pública, gratuita e socialmente referenciada. Por isso vamos lutar e resistir”, conclui a presidente.
De acordo com o vice-presidente, Gilson Burigo Guimarães, no caso específico de Ponta Grossa e da região dos Campos Gerais, a sociedade civil organizada e a população em geral precisam tomar ciência do enorme prejuízo que se apresenta em curto e médio prazo, caso o projeto do atual governo emplaque. “Representará a perda de recursos atualmente aplicados na economia da região, gerando menos arrecadação e empregos. Levará à redução de vagas na tão sonhada universidade pública, com queda na qualidade dos cursos oferecidos e consequentemente na formação de recursos humanos. E a retirada ou drástica diminuição das ações de um grande responsável pela execução de políticas públicas”.
Crise com as IEES-PR
O Comitê em Defesa das IEES emitiu nota na segunda-feira (12), sobre a reunião com o Secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, e o líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Luiz Claudio Romanelli. Na nota, o grupo questiona a inconveniência do critério colocado pelo governo para encaminhar uma saída da “crise” com as universidades (de que a UEL, UEM e Unioeste encaminhem os dados qualificados para suas inclusões no Sistema Meta4). O comitê entende também que o TIDE docente não pode ser moeda de troca no debate sobre autonomia das universidades.
Informações Assessoria de Imprensa.





















