Comércio de PG acumula retração de 4,7% em 2017 | aRede
PUBLICIDADE

Comércio de PG acumula retração de 4,7% em 2017

Retração nas vendas está um pouco acima da média registrada no início de 2016

VÍDEO
| Autor:

Fernando Rogala

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

A pesquisa conjuntural do comércio, realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens e Serviços do Paraná (Fecomércio PR), mostra que o primeiro quadrimestre não foi favorável para os empresários do setor em Ponta Grossa. Entre os meses de janeiro e abril deste ano, comparados com os mesmos meses do ano passado, houve uma retração de 4,7% no faturamento das empresas no município.  

O cenário não favorável, no entanto, não é uma exclusividade da ‘Princesa dos Campos’. Todas as regiões paranaenses acumulam queda nas vendas neste início de ano. A média mensal, inclusive, é de uma baixa de 3,41% no acumulado de janeiro a março. Entre as sete regionais avaliadas, as com melhor desempenho são Londrina, onde a baixa acumulada é de -1,57%, e Curitiba - 1,58%; enquanto que as com piores desempenho são Maringá, com uma baixa de -8,93%, e o litoral, com queda de -11,47%.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa e região, José Loureiro, a queda pode estar atribuída a safra, já que o agronegócio tem uma participação muito grande na região. “Muitos agricultores venderam a soja para pagar as contas. E estão estocando, armazenando, esperando aumentar o valor para comercializar”, declara, acreditando que essa baixa é mais pontual e em alguns segmentos. “Mas sentimos que o comércio em si, de modo geral, está um pouco melhor que no ano passado”, completa.

Entre os segmentos do comércio, a pesquisa mostra que apenas quatro, dos 12, cresceram em relação ao primeiro quadrimestre de 2016: Materiais de construção (24%), vestuário e tecidos (10,5%), lojas de departamentos (5,7%) e autopeças (2,6%). Os três mais negativos foram livraria e papelaria (14,5%), combustíveis (14,6%) e calçados (32,06%).

Hélio Sacchi, vice-presidente da Associação dos Operadores dos Postos de Combustíveis da região, não acredita em uma retração tão elevada no setor. Em sua rede de postos (Contorno), revela, inclusive, o oposto. “Nós tivemos um crescimento de 7% nas vendas, com acréscimo no diesel, devido aos caminhões da safra”, revela. Porém, não descarta que a venda pode registrado uma queda na região central, já que os postos de sua rede ficam às margens de rodovias. “A venda de etanol e gasolina se manteve”, lembrando que, nas rodovias, o preço dos combustíveis é mais barato.

FGTS inativo não reverte retração 

Embora no mês de abril tenha saído o primeiro grande lote dos pagamentos do FGTS das contas inativas, que contemplou os trabalhadores nascidos entre março e maio, o impacto não foi grande, de modo geral, no incremento nas vendas, na comparação com o mesmo abril em 2016. Nas comparações entre os meses de abril deste ano com 2016 também o cenário é negativo para todas as regiões, com uma baixa média de -3,6%. Em Ponta Grossa a retração foi de -3,2%. “O FGTS ajudou; se não fosse isso a queda poderia ser pior. Mas como muitas pessoas pagaram contas, a tendência é melhorar as compras; os passivos das empresas dão uma melhorada ao receber esse dinheiro”, alega Loureiro.

Vendas agradam para o Dia dos Namorados

O fim de semana e esta segunda-feira estão com vendas acima do normal, e bastante positivas em relação ao mesmo período no ano passado, devido ao Dia dos Namorados, segundo José Loureiro. “O movimento está bom, está muito forte. O pessoal está animado; conversei com o pessoal de floriculturas e loja de perfumes, disseram que venderam bem no sábado, no domingo, e estavam com movimento bom nesta segunda”, declara. Segundo Loureiro, o Dia das Mães já foi positivo, com incremento nas vendas, mostrando uma tendência de recuperação a partir de maio. 

Mais emprego

Conforme a pesquisa aponta, nos primeiros meses de 2017 o número de postos de trabalho no varejo apresentou alta de 1,06%. Os setores com as maiores admissões de colaboradores foram os de móveis, decorações e utilidades domésticas (19,21%) e supermercados (5,23%). Curitiba e Ponta Grossa, por exemplo, tiveram desempenho positivo no nível de emprego.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right