PG pode enfrentar nova greve no transporte coletivo

Usuário do transporte coletivo de Ponta Grossa podem enfrentar uma nova greve no transporte coletivo nos próximos dias. O impasse envolvendo o subsídio de R$ 2,4 milhões ao transporte mobilizou novamente os trabalhadores do setor - hoje uma reunião do Sindicato foi interrompida pela Polícia Militar (PM) depois de uma denúncia de pertubação de sossego. A categoria voltará a se reunir na quarta ou quinta-feira da próxima semana e uma nova greve é uma das possibilidades mais cogitadas pelo Sindicato.
De acordo com o presidente do Sintropas-PG, Ricardo Peloze, a nova assembleia da categoria será realizada em um local fechado para evitar novos transtornos. "Vamos fazer tudo dentro da lei e dos conformes para não correr mais esse risco [da reunião ser interrompida]. A categoria está muito unida e o que os trabalhadores decidirem, será feito", explicou Peloze.
Os encontros e manifestações do Sintropas-PG já viraram caso de polícia em duas oportunidades: em uma delas, Peloze foi detido quando fazia uma manifestação em cima de um caminhão de som na região central da cidade. Já na madrugada de hoje (11), os trabalhadores tiveram a reunião interrompida depois da chegada da Polícia.
Peloze disse que a categoria está muito unida e que a greve "é uma possibilidade muito forte". Mesmo assim, o sindicalista disse que espera ser chamado pela Prefeitura, pela Viação Campos Gerais (VCG) ou pelo Conselho Municipal de Transporte (CMT) para evitar uma nova greve. "Esperamos receber uma proposta até a data, caso contrário os trabalhadores vão decidir o que fazer", argumentou Ricardo.
Prefeito diz que não autorizará reajuste na passagem
Em entrevista exclusiva ao portal aRede e ao Jornal da Manhã, o prefeito Marcelo Rangel (PPS) disse que não vai autorizar um novo aumento na tarifa de ônibus da cidade, além de reforçar a intenção da Prefeitura de quebrar o contrato com a Viação Campos Gerais (VCG) e disse que "não é o momento" para uma nova greve, já que tanto a VCG como o Sindicato "assumiram o risco" do acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) não ser efetivado.





















