PG gera 21 mil novas vagas nos últimos dez anos
Levantamento abrange o período entre 2007 e 2016

Mesmo com o cenário de retração econômica com a perda, desde 2014, de muitas vagas de emprego no cenário nacional e municipal, Ponta Grossa contabilizou a criação de 21,2 mil novos postos de trabalho nos últimos dez anos. O número se refere ao saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho, no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2016, contido em um estudo que foi feito pela Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda da Assembleia Legislativa do Paraná, entregue ao município em abril, que abrange a área de trabalho e renda. Atualmente com 84 mil pessoas empregadas no mercado formal, a alta representa um incremento de 33,5% no estoque de trabalhadores no município.
Neste período, o segmento que mais gerou oportunidades foi o de serviços. Entre os sete setores do mercado de trabalho apontado pela pesquisa, ele foi responsável por mais de um terço das vagas. No total, foram 7.894 postos de trabalho criados desde 2007. Ou seja, isso representa uma média de 800 vagas geradas por ano. “A instalação de uma indústria tem como primeiro reflexo na prestação de serviços. Aumenta a demanda pela terceirização, como limpeza, segurança, manutenção industrial”, explica o Secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonar. Cabe destacar que, desde 2007, em apenas um ano o saldo ficou negativo nesta área, em 2015, quando foram perdidos 337 postos de trabalho.
Na sequência, o segundo maior gerador de emprego foi o Comércio. Mesmo com o registro negativo nos últimos dois anos (somente em 2015 foram 1,3 mil vagas perdidas), este setor foi responsável por 5.413 postos de trabalho novos na cidade. O terceiro segmento mais positivo, por sua vez, foi a administração pública, que inclui servidores municipais, federais e estaduais, em um incremento de 4 mil inseridos no mercado de trabalho.
A indústria oscilou nos últimos dez anos, com a crise de 2008 e a retração desde 2013, e fez o setor registrar cinco anos de geração de empregos e outros com mais demissões do que admissões. Mas, mesmo assim, a atração de novas empresas garantiu a criação de 2.429 postos de trabalho. Como explicou Carbonar, cada vaga gerada na indústria reflete em quatro no setor de serviços.
Nas últimas colocações aparecem o setor da construção civil, com 2.018 inseridos no mercado de trabalho e a agropecuária, que foi a única que mais fechou vagas do que abriu, com a retração de 608 vagas.
Estudo evidencia o envelhecimento da população em PG
O relatório com o levantamento de informações sobre a área de Trabalho, Emprego e Renda foi iniciado no começo deste ano. Antonio Laroca Neto, assessor da Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda da ALEP, que apresentou o estudo à reportagem do Jornal da Manhã e portal aRede, é o responsável pelo estudo, levantando algumas informações a campo, junto aos municípios. A maior parte dos dados, segundo ele explica, são de fontes oficiais, como IBGE, Ipardes, Ministério do Trabalho, IPEA, RAIS, entre outros. Nos Campos Gerais, estudos já foram feitos junto às cidades de Jaguariaíva, Carambeí e Tibagi. Porém deve ser ampliado para grande parte das cidades da região. Em relação aos número de Ponta Grossa, ele chama a atenção para a necessidade do desenvolvimento de ações junto às pessoas com mais de 60 anos, já que houve um crescimento exponencial nesta faixa etária.





















