PG precisa abrir 45 mil novas vagas em 15 anos
Estimativa leva em conta a projeção do crescimento populacional da cidade, que deverá passar de 400 mil habitantes até 2030

O município de Ponta Grossa precisa de 45 mil novas vagas de emprego nos próximos 15 anos para atender a demanda do crescimento populacional. A estimativa está em um estudo realizado pela Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda da Assembleia Legislativa do Paraná, entregue ao município em abril. O relatório, que contempla informações sobre o mercado de trabalho, emprego e renda, traz a projeção de que, em 2030, a cidade terá 409.130 habitantes.
Embora seja um valor expressivo, de uma elevação de pouco mais de 50% do estoque de trabalhadores, o Secretário Municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonar, entende que não é um número desesperador, tendo em vista que esse crescimento será gradativo, e pós um processo de industrialização. “Esse crescimento não é algo assustador. Números já dizem que temos mais de 350 mil habitantes, então esse crescimento escalonado vai acontecendo, que é o que ocorre com a construção, o mercado vai se regulando. E estamos contando com planejamento para isso, como a realização do Plano Diretor, o PMAI, e o estudo do ecossistema tecnológico”, assegura Carbonar.
O Deputado Estadual Marcio Pauliki, presidente da Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda da ALEP, também citou o exemplo da criação do Programa de Atração ‘PMAI’, desenvolvido junto com a APD (Agência Paraná de Desenvolvimento), que realiza os programas municipais de atração, e afirmou que a segunda fase do Paraná Competitivo será de grande importância para que Ponta Grossa possa se beneficiar e abrir novas vagas de emprego. “Através desse material, serão destacados quais são seus principais atrativos, que podem servir como fator determinante para uma empresa se instalar, já que evidencia o que cada municio tem em seu arranjo produtivo local. E fizemos a mudança no Paraná Competitivo, que antes só tinha benefícios ficais a indústrias e hoje abrange qualquer empreendimento empresarial, como prestador de serviços”, informa.
E a região tem todos os atrativos para se manter em destaque entre os futuros investimentos no Estado. “Temos várias qualidades, como a parte logística, com proximidade com a capital e outros, que podem atrair mais empresas no segundo ciclo de investimentos. E a nossa maior preocupação é com a capacitação profissional”, destaca Pauliki.
Investimento do município deverá ser uniforme para que crescimento ocorra em todas as áreas
O Secretário Paulo Carbonar destaca a relevância do estudo, para balizar o município e apontar as vantagens e déficits, revelando onde a cidade pode melhorar. Entretanto, ele ressalta que investimentos devem ocorrer em todas as áreas. “Temos que continuar desenvolvendo, em especial na parte tecnológica, que pode abrir muitas vagas. A cidade também está incentivando a construção e continua trabalhando na atração de investimentos. Então é um trabalho conjunto, incentivando o desenvolvimento para que todas as áreas sejam contempladas”, ressalta.





















