Assembleia do Sintropas termina com ação da polícia
A assembleia do Sintropas, que foi começou às 5 horas da manhã desta sexta-feira (11), terminou antes do esperado e virou caso de Polícia. Por conta de uma denúncia de perturbação de sossego, policiais militares foram até a garagem da Viação Campos Gerais (VCG) para solicitar que o caminhão de som fosse desligado e que as pessoas fossem dispersadas. Por conta disso, o presidente do sindicato, Ricardo Peloze, decidiu encerrar a reunião e marcar uma nova reunião para a próxima semana.
Segundo Peloze, cerca de 20 a 25 minutos depois do início da assembleia, duas viaturas chegaram ao local. As pessoas teriam ficado apreensivas e um clima de insatisfação pela intervenção teria começado. “Eu como líder sindical tenho que zelar pela integridade das pessoas e pelo bom senso. Quando a PM chegou, algumas pessoas começaram a se exaltar, se indignar. Até para evitar um confronto, achei por bem encerrar a reunião”, explicou.
O departamento jurídico do Sindicato teria ido ao encontro dos policiais para perguntar de quem havia saído a ordem da intervenção. Segundo Peloze, os PMs somente informaram que estavam no local por conta de denúncias de perturbação de sossego e não podiam informar o autor da denúncia. “Durante a greve, nós fizemos várias reuniões aqui e nunca nenhum vizinho reclamou”, lembrou. A PM confirmou que houve uma denúncia por perturbação de sossego e por isso as viaturas foram acionadas.
“Desta vez estávamos com o volume baixo. Estranho como quando começamos questionar a prefeitura essas coisas comecem a acontecer. Isso parece perseguição contra o sindicato”, disparou Ricardo Peloze.
A próxima assembleia será marcada para próxima semana com local ainda indefinido, porém uma coisa o presidente do Sintropas garantiu: será em um local fechado.
Casos de polícia
Não foi a primeira vez, nos últimos dias, que uma ação do sindicato termina em ação policial. Na última quarta-feira (09), o presidente acabou detido pela Polícia Militar, em cima de um caminhão de som no centro de Ponta Grossa, por volta das 12 horas.
Apesar destes últimos problemas com a Polícia, Peloze não reclama da ação dos PMs. “Não tenho que reclamar da conduta dos policiais. Eles recebem ordens, mas são cordiais para tratar com o cidadão”, contemporizou. Porém, quando a autoridade é municipal, Peloze fica indignado. “A sorte de vários guardas municipais é que eles geralmente encontram pessoas não tão agressivas. Pelo modo que eles tratam as pessoas, com truculência, de maneira autoritária, poderia acontecer algo pior a eles caso encontrassem uma pessoa do mal”, finalizou.





















