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Cesta básica registra queda de 1,69% em maio

Setor de hortifrutigranjeiros teve a maior queda, enquanto que o de higiene a maior alta

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Fernando Rogala

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O tomate aparece como o produto que registrou a maior queda de preço, na cesta básica do ponta-grossense, em maio, conforme pesquisa do Núcleo de Práticas Jurídicas Rouger Miguel Vargas (NPPRMV) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O levantamento registrou uma redução de 36,6% no preço do quilo do produto pertencente aos grupos dos hortifrutigranjeiros, contribuindo para a retração de 1,69% no Índice Cesta Básica (ICB).

O ICB é aferido mensamente pelo NPP, com base nos hábitos de alimentação, higiene e limpeza de famílias residentes em Ponta Grossa, com até três membros e renda de um a cinco salários mínimos. Os preços praticados na primeira semana de cada mês são comparados aos valores anotados no mesmo período do mês anterior. O índice não é aferidor de inflação, cujos cálculos consideram outros parâmetros da economia.

No último mês, a compra dos 34 produtos relacionados na pesquisa caiu de R$ 574,93 para R$ 565,22, resultando numa economia de R$ 9,71. Dois produtos, o pão e o desodorante, permaneceram com os valores inalterados; 16 itens tiveram os preços remarcados para baixo, enquanto outros 16 apresentaram preços em alta. Os grupos alimentação geral, carnes, hortifrutigranjeiros e limpeza tiveram queda de preços. Apenas o grupo higiene teve aumento.

Entre os hortifrutigranjeiros, os preços caíram 8,96%. Além da queda no tomate, houve a alta de preço da batata, 17,64%. No quesito alimentação geral, a retração foi de 0,47%, destacando-se o óleo de soja, maior alta, 6,61%; e o sal, maior queda, 17,23%. Nos produtos do açougue, os preços foram reduzidos em 3,90%. Tanto a carne bobina como a de frango foram remarcadas para baixo, com médias de 4,33% e 2,47%, respectivamente.

Na seção de produtos de limpeza, os preços tiveram queda média de 0,13%. O sabão em pó aparece com a maior variação para cima, 5,38%; e a esponja de aço, a maior variação para baixo, 4,40%. Já nas prateleiras de gêneros de higiene, os preços subiram em média 1,76%. Nesse grupo, destacam-se a creme dental, com alta de 8,41%; e o papel higiênico, com remarcação para menos, em 4,31%.

Em maio, de acordo com os técnicos da UEPG, uma família com renda de um salário mínimo nacional (R$ 937), gastaria 60,32% do seu orçamento para adquiri todo os produtos da cesta básica (R$ 565,22). Restariam 39,68% (R$ 366,78), para as demais despesas da casa. No caso de famílias com renda salarial de dois, três, quatro ou cinco salários mínimos, a despesa com a cesta básica seria de 30,16%; 20,11%; 15,08%; e 12,06% dos respectivos orçamentos.

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