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Advogado diz que laudo do IML inocenta réus

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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"O que matou o Rodrigo foi o socorro incorreto prestado pelos amigos. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprova isso", argumenta o advogado César Gasparetto. Ele é um dos membros da defesa no caso que comoveu a cidade de Ponta Grossa - Rodrigo morreu depois de uma confusão na esquina das ruas Saldanha Marinho e Balduíno Taques, na região central da cidade em maio deste ano.

Hoje (10) duas pessoas acusadas do crime foram libertadas: Dário de Almeida e Rafael Zito Silva tiveram a prisão preventiva revogada depois de uma semana atrás das grades. De acordo com os advogados de defesa, Dário teria sofrido uma ofensa racial por parte de Rodrigo antes de começar a confusão, já Rafael não teria participação alguma na briga - a não ser tentar conter os envolvidos.

A morte de Rodrigo aconteceu na madrugada do dia 24 de maio. A confusão começa em um posto de gasolina e acaba do outro lado da rua - imagens de câmeras de segurança da Guarda Municipal registraram toda a briga. Para o advogado César Gasparetto, o que realmente causou a morte de Rodrigo foi o socorro incorreto prestado pelos colegas da vítima que teriam tentado levantar Rodrigo e reanima-lo. "O próprio lado do IML prova isso", argumenta Gasparetto.

Defesa reafirma ofensa racial

Outro ponto levantado mais uma vez pela defesa foi que a confusão teria sido motivada por uma ação racista de Rodrigo. O advogado que defende Dário de Almeida, Willyan Laranjeira, afirmou que Rodrigo se negou a apertar a mão do acusado. "Várias testemunhas confirmam que Rodrigo disse que não apertava a mão de preto", contou Laranjeira.

Já para Fernando Madureira, advogado que representa a família de Rodrigo, as acusações de racismo são "vãs e vazias". "Ele [Rafael] é réu no caso e a vítima morreu. A prova cabal contra eles são as imagens que aparecem os três batendo e o Rodrigo sendo agredido. Nenhuma discussão anterior pode explicar o fato do meu cliente ter sido linchado em praça pública e morto", explicou Madureira.

Réus podem ser julgados na Justiça comum

A Defesa também voltou a afirmar que os réus devem ser julgados na Justiça Comum e não em Júri Popular, como pedido pelo advogado Fernando Madureira. Para os advogados de defesa o crime da morte de Rodrigo não se trata de um homicídio qualificado, mas sim lesão corporal ou um crime preterdoloso - infrações menos graves e com pena menor.

Advogados dizem que caso se trata de uma tragédia

Os advogados que defendem os réus são claros: o caso da morte de Rodrigo foi uma tragédia. Para Willyan Laranjeira, Rodrigo era um jovem bem visto e querido na cidade. "Em nenhum momento os réus agridem o Rodrigo com intenção de matá-lo. O que acontece é uma confusão generalizada que foi provocada por uma ofensa racista", contou o advogado.

Família pede justiça

Quando o crime completou dois meses, a família do empresário colocou no local da morte um outdoor pedindo justiça. Os familiares do empresário continuam indignados com a situação e creem que Rodrigo foi assassinado. O irmão da vítima, Ângelo Carneiro, desqualificou as acusações de racismo contra o irmão. "Meu irmão tinha vários amigos negros. Isso não é verdade, mas sima  desculpa mais esfarrapada até agora", disse Angelo.

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