Estudo definirá modelo de gestão do Parque Ecotecnológico em PG
Desenvolvimento do estudo será realizado em parceria com o Sebrae

As obras do Parque Ecotecnológico, em Ponta Grossa, ficarão em ‘stand by’ nos próximos meses. Esse modo de espera temporário ocorrerá para uma definição das ações que serão tomadas em relação ao local. O prazo é até a conclusão de um estudo que será feito no município, que irá realizar um mapeamento do ecossistema de inovação. O levantamento será efetivado através de uma parceria selada entre o município de Ponta Grossa e o escritório regional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A estimativa é de que esse mapeamento seja concluído em seis meses.
“O modelo que existe hoje em algumas cidade é um pouco diferente do que iríamos fazer. A gente precisa trazer esse modelo que dará certo. O município precisa entender melhor, esperar esse estudo sair para que possa tomar ações no modelo que será mais propício”, esclarece Paulo Carbonar, secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional. O Projeto do parque Ecotecnológico foi desenvolvido ainda na gestão anterior, de Pedro Wosgrau Filho, na década passada, e exige um replanejamento em função das rápidas transformações observadas no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação “É o planejamento para uma área que vem se reinventando a cada dia”, completa.
Mais do que apenas doar áreas a empresas do setor, o objetivo é criar um ambiente favorável para fomentar o desenvolvimento de projetos e ideias, envolvendo modelos de negócios, startups e incubadora tecnológica. Como Carbonar explica, um dos modelos que podem ser seguidos é de Florianópolis, onde o secretário esteve neste ano, junto com outros representantes da secretaria, para conhecer o modelo de negócios utilizado por lá. “Precisamos trazer as experiências de locais que são referência na área de inovação, como Florianópolis. Lá, nós vimos simplesmente 25 anos de experiência em tecnologia. Eles estão muito bem estruturados em parte de incubadoras, parcerias com universidades e precisamos trazer isso para cidade”, informa.
Assim, para que isso seja possível, Carbonar ressalta a importância de desenvolver parcerias com as universidades e faculdades ponta-grossenses. Nesta semana, o Secretário e o Prefeito Marcelo Rangel estiveram em Curitiba, em conversa com o Secretário Estadual de Ciência e Tecnologia, João Carlos Gomes, onde trataram o assunto do Parque junto a ele, onde o apoio do Estado foi solicitado para a implantação. “Incubadoras de empresas são projetos que auxiliam micro e pequenos empresários que buscam inovação. E por isso, acabam auxiliando no desenvolvimento tecnológico dos municípios que as têm em ação”, destacou Rangel.
Polo gera benefícios ao município
Para explicar os motivos pelos quais a instalação de um polo tecnológico é importante, Carbonar ressalta três pontos que são chave para o desenvolvimento da cidade: geração de impostos municipais, alto valor agregado e geração de emprego aos estudantes na cidade. “Hoje a parte de inovação, para uma cidade, tem o ISS como o único imposto recolhido. É um valor direto para a cidade. E tem o emprego e renda, que é formado por esse modelo e tecnologia, tem alto valor agregado, então podemos fazer com que melhores profissionais fiquem na cidade e invistam na cidade. Não adianta ter universidades e formar profissionais para irem embora”, ressalta o secretário.
Estudo feito em parceria com Sebrae irá custar R$ 95 mil
Para a realização desse estudo, serão investidos R$ 95 mil no projeto. Ele será dividido em etapas, como o diagnóstico de mapeamento das ICTIs, incubadoras de empresas, centros de inovação, parque tecnológico, pesquisadores públicos e independentes, além da Política Municipal de Inovação que compõe o ecossistema de Ponta Grossa. Será realizada uma análise das vocações locais e as potencialidades da região em termos de pesquisas científicas e tecnológicas, para identificar quais os setores estratégicos com potencial para o futuro e apoiadores para o fortalecimento. Na segunda etapa ocorre o planejamento, para, na sequência, ser traçado o ‘Plano de Ação’, quando estratégias de curto, médio e longo prazo serão desenvolvidas para cada vertente e setor estratégico.
Local
O projeto da construção do Parque Ecotecnológico será desenvolvido em uma área localizada ao lado da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde leis municipais já asseguraram a doação de áreas para algumas empresas do setor investirem. A perspectiva é de que até 100 empresas possam se instalar no espaço.





















