PG ocupa quinta colocação no PR em mortes no trânsito
Dados atualizados foram divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Curitiba lidera balanço estadual

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do DataSUS, mostram Ponta Grossa na quinta colocação de um ranking preocupante no Paraná: o de número de mortes em decorrência de acidentes de trânsito. O levantamento mais atualizado tem como base o ano de 2015.
Curitiba lidera a estatística. A capital contabilizou 196 vítimas fatais. Londrina teve 167 mortes e em Maringá foram 97. Na sequência estão Cascavel (95 mortes), Ponta Grossa (88), Campo Mourão (64), Umuarama (60), Foz do Iguaçu (58), Toledo (55), Guarapuava (54) e Arapongas (51). Apucarana, com 48 óbitos, Paranaguá (47), Francisco Beltrão (45) e São José dos Pinhais (42) também estão entre os municípios com mais ocorrências. A pesquisa considera os falecimentos em hospitais, domicílios e vias.
Ao todo, pelo Estado, foram registradas 2.694 mortes. A maioria dessas vítimas fatais, ainda de acordo com o DataSUS, foram passageiro ou condutor de automóveis e camionetes - 786 mortos. Os motociclistas aparecem em seguida, sendo 661 das vítimas fatais. Também chamam a atenção os números de mortes de pedestres (532), ciclistas (110) e passageiros ou condutores de veículos pesados, como caminhão e ônibus (137).
Comparativamente, o Paraná reduziu em 20% o número de mortes em decorrência de acidentes de trânsito entre 2011 e 2015. O resultado paranaense foi melhor que a média nacional. No Brasil, a queda no mesmo período foi de 11% - com 39.543 mortes no último ano da análise.
“É uma redução importante, que nos aponta os caminhos a seguir”, afirma o diretor-geral do DetranPR, Marcos Traad. “Nestes cinco anos, as leis ficaram mais rigorosas, investimos mais em educação para o trânsito e tivemos inciativas importantes que uniram Governo Federal, Estadual e municípios”, destaca. Entre os Estados com maior frota de veículos, o Paraná só teve redução abaixo de São Paulo (-21% no período), Minas Gerais registrou queda de 15% e Rio de Janeiro 20%.
Dados são vistos com preocupação
Apesar da redução no número de ocorrências pelo Estado, o diretor-geral do DetranPR, Marcos Traad, afirma que não há o que comemorar. “Não existe um número aceitável de mortes no trânsito e devemos pensar que cada uma delas poderia ser evitada”, explica. O DataSUS apresenta também os números de vítimas não fatais e os valores gastos com internações. Entre 2011 e 2015, foram 51.379 feridos no Estado e o valor total gasto no período, com custos hospitalares no SUS, ultrapassou os R$ 76 milhões





















