Prefeito refuta greve e diz que não aceita reajuste na tarifa
O prefeito Marcelo Rangel (PPS) concedeu no final da tarde de hoje (09) uma entrevista exclusiva ao portal aRede e ao Jornal da Manhã. Rangel disse que não vai autorizar um reajuste na tarifa de ônibus da cidade, refutou novas paralisações ou até mesmo uma nova greve dos trabalhadores da Viação Campos Gerais.
Marcelo criticou o acordo que colocou fim a greve e disse que tanto a Viação Campos Gerais (VCG) como o Sintropas-PG " assumiram o risco" do Projeto de Lei que concedia o subsídio ao transporte não ser aprovado pelos vereadores da cidade. "O acordo foi firmado de uma maneira pouca pensada. Todos os envolvidos sabiam do risco dos vereadores não aprovarem o projeto", argumentou o prefeito.
Outro ponto discutido por Marcelo foi um possível reajuste na tarifa. Marcelo foi categórico e disse que não vai autorizar que a tarifa de ônibus suba em Ponta Grossa. "Eu não vou assinar e autorizar um aumento. O acordo foi feito e nós cumprimos nossa parte. Não é hora de discutir, dessa forma, um aumento no valor da passagem", explicou o prefeito.
Rangel também afirmou que a Prefeitura cumpriu toda a sua parte do acordo: enviando o projeto à Câmara Municipal da cidade e propondo que os R$ 2,4 milhões fossem repassados ao Fundo Municipal de Transporte. "A VCG e o Sindicato sabiam do risco e agora tem que se acertar entre eles. O problema está entre funcionários e uma empresa que presta serviço à comunidade", criticou Rangel.
Projeto quer retomar terminais
Rangel chamou a atenção para outro Projeto de Lei que tramita na Câmara Municipal de Ponta Grossa - a iniciativa prevê que a Prefeitura assuma, novamente, a administração dos terminais de ônibus da cidade. "Os terminais são do município e queremos fazer deles uma fonte de receita pra cidade", contou Marcelo.
Prefeitura pede quebra de contrato
A Prefeitura de Ponta Grossa continua com o intuito de quebrar o contrato de concessão do transporte com a Viação Campos Gerais. "Nós já pedimos a revisão do contrato desde o começo do mandato e isso era um compromisso de campanha. Queremos que o contrato seja rompido porque a população da cidade foi prejudicada durante 17 dias pela falta de prestação de serviços da empresa", contou Rangel.
Categoria volta a se mobilizar
Enquanto o repasse de R$ 2,4 milhões ao transporte continua incerto, os trabalhadores da VCG voltaram a se mobilizar e podem parar os ônibus por uma hora já nessa sexta-feira (11). No começo da tarde de hoje, o presidente do Sintropas-PG, Ricardo Peloze, acabou sendo detido durante uma mobilização: Peloze estava em um caminhão de som na avenida Vicente Machado, no centro da cidade, e acabou assinando um termo circunstanciado por perturbar o sossego da população.
Peloze questionou a acusação de pertubação de sossego e diz que o Sindicato já tinha feito outras manifestações do tipo. O presidente também estranhou a prisão do caminhão de som, que foi levado para o 1ª Batalhão da Polícia Militar, e disse que é vítima se perseguição.
VCG pede revisão da planilha de custos
A VCG encaminhou à Prefeitura Municipal um pedido de revisão de custos da planilha. De acordo com a assessoria da empresa, os documentos foram encaminhados para a Secretaria de Planejamento. A partir da conclusão da revisão desta planilha, o que pode acontecer até o final dessa semana, deve-se obter um índice do reajuste da tarifa. Muito embora a concessionária não confirme, a passagem poderá ficar entre R$2,80 e R$ 3. O primeiro valor seria para a bilhetagem eletrônica, e o segundo para quem paga o serviço em dinheiro.
Conselho não recebeu planilhas
O Conselho Municipal de Transporte (CMT) ainda não recebeu a revisão da planilha de custos da Viação Campos Gerais (VCG) e não tem data para discutir o aumento da tarifa. A atualização dos custos foi pedida pela concessionária e o estudo conduzido pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT).
O novo valor técnico das passagens deve ficar entre R$ 2,80 e R$ 3,00. A reunião estava anunciada para essa terça-feira, mas sem os novos dados foi adiada. De acordo com o presidente do CMT, Elmiro Bobek,a análise depende da autorização do prefeito para o reajuste.





















