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Manifestação acaba com presidente de Sindicato detido

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| Autor: Gabriel Sartini

Gabriel Sartini

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Ricardo Peloze, presidente o Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Transporte Coletivo de Ponta Grossa (Sintropas), acabou detido durante uma manifestação no começo da tarde de hoje (09). Ricardo estava em um caminhão de som, na avenida Vicente Machado, região central da cidade, "informando a população" sobre as novas manifestações dos trabalhadores do setor - Peloze acabou detido por pertubação de sossego.

Hoje, por volta das 12h30, Ricado colocou um caminhão de som nas ruas centrais da cidade para esclarecer à população a polêmica envolvendo a crise no transporte público, o não pagamento do subsídio de R$ 2,4 milhões e também para falar sobre quais serão as medidas adotadas pelo Sindicato nos próximos dias.

Ricardo acabou detido pela Polícia Militar por pertubação de sossego - o sindicalista foi levado até o Fórum do Juizado Especial Criminal, assinou um termo circunstanciado e foi liberado logo em seguida. De cima do caminhão de som, Peloze antecipou que a orientação dada pelo sindicato aos funcionários da Viação Campos Gerais (VCG), concessionária do transporte público de Ponta Grossa.

Ônibus podem parar na sexta-feira

Os trabalhadores da VCG vão se reunir na sexta-feira, às 5h, para decidir quais medidas serão tomadas pela categoria. Uma das possibilidades, já anunciada pelo Peloze durante a manifestação, é que os ônibus parem durante uma hora já nessa sexta (11).

Subsídio criou crise política

A decisão que colocou fim a greve no transporte da cidade também iniciou uma crise política em Ponta Grossa. A solução foi proposta pelo presidente da Câmara, Aliel Machado (PCdoB), durante uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) - o acordo foi assinado pelo representante da Prefeitura, o secretário João Ney Marçal.

Os R$ 2,4 milhões que serviriam como subsídio ao transporte fazem parte de uma "economia" do Legislativo municipal. A medida causou polêmica entre os vereadores e contrapôs boa parte dos membros da Casa, adiantando o "clima de disputa eleitoral". O projeto de lei que repassava a verba ao Executivo foi rejeitado e o reajuste de 10% conquistado pelos trabalhadores ficou em risco.

O Conselho Municipal de Transporte (CMT) ainda não recebeu a revisão da planilha de custos da Viação Campos Gerais (VCG) e não tem data para discutir o aumento da tarifa. A atualização dos custos foi pedida pela concessionária e o estudo conduzido pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT).

O novo valor técnico das passagens deve ficar entre R$ 2,80 e R$ 3,00. A reunião estava anunciada para essa terça-feira, mas sem os novos dados foi adiada. De acordo com o presidente do CMT, Elmiro Bobek,a análise depende da autorização do prefeito para o reajuste.

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