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Autoridades apontam caminhos diferentes para o destino do lixo

Secretário e vereadores tem posições opostas sobre o tema. Paulo Barros sustenta que terceirização é o melhor caminho; Vereadores insistem em novas tecnologias

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Afonso Verner

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Secretário e vereadores tem posições opostas sobre o tema. Paulo Barros sustenta que terceirização é o melhor caminho; Vereadores insistem em novas tecnologias

A destinação do lixo doméstico produzido em Ponta Grossa segue causando polêmica. Em uma audiência pública realizada nesta sexta-feira (2) na sede na Câmara de Vereadores, várias autoridades de diferentes setores e organizações apresentaram saídas diferentes para a situação. Na visão dos vereadores que convocaram o encontro, Celso Cieslak (PRTB) e Sargento Guiarone, a instalação de uma usina de lixo seria a melhor opção, já para o secretário de Meio Ambiente, Paulo Barros, a terceirização do serviço é a melhor saída.

Questionado sobre uma possível municipalização do serviço de tratamento dos resíduos sólidos, Paulo Barros, afirmou que este não seria o “melhor caminho”. Barros acredita que terceirizar o serviço seria a melhor opção para a Prefeitura, tanto do ponto de vista ambiental como econômico. Entre as razões citadas pelo secretário está o fato do passivo ambiental (local utilizado para depositar o lixo) ficar a cargo de uma empresa e não do município e ter ser tratado durante décadas.

Já para os vereadores, a melhor saída seria a construção de uma Usina de Lixo na cidade. Durante a audiência pública, Celso usou a tribuna da Casa de Leis para lembrar que a construção de um empreendimento do tipo, com custo zero ao município, criaria empregos e traria uma solução definitiva para o problema. “Além disso, uma usina poderia gerar energia elétrica para ser consumida nos próprios prédios da Prefeitura”, afirmou Cieslak na tribuna.

Também na tribuna da Casa de Leis, Guiarone lembrou os presentes na audiência que “continuar enterrando lixo” parece um retrocesso ambiental e econômico. O vereador ressaltou a importância do cumprimento do atual contrato firmado entre Prefeitura e PGA (Ponta Grossa Ambiental) e o reforço da coleta seletiva. “Nós precisamos encontrar uma saída e eu acredito que um outro aterro sanitário não é a melhor opção”, afirmou o vereador do PROS.

Municípios do mesmo porte optaram por terceirização

Barros lembrou que os municípios do mesmo porte no Paraná optaram pela terceirização e argumentou que o serviço de tratamento de lixo é “um dos poucos” a não ter sido terceirizado e ainda seguir sob tutela da Prefeitura. Além disso, o secretário também argumentou “não ver com bons olhos” a possibilidade de um consórcio intermunicipal para a destinação do lixo na região dos Campos Gerais, parceria que poderia ser ‘travada’ caso um dos municípios integrante do consórcio se tornasse inadimplente.

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