Impacto de novo aterro do trânsito da Souza Naves preocupa MPF
Ministério Público Federal ressaltou que, caso seja concretizada, instalação do aterro do Boscardin deverá contar com contrapartida da empresa

Ministério Público Federal ressaltou que, caso seja concretizada, instalação do aterro do Boscardin deverá contar com contrapartida da empresa
Caso a Prefeitura de Ponta Grossa (PMPG) opte por abrir um nova licitação para escolha de um novo aterro sanitário e o processo licitatório seja vencido pela empresa que comanda a Pedreira Boscardim, a sinalização do aterro preocupa o Ministério Público Federal (MPF). A reportagem do Jornal da Manhã e do portal aRede entrou em contato com o procurador, Osvaldo Sowek Junior, que ressaltou a preocupação.
Sowek lembrou que “não existe nada de concreto” sobre a escolha do novo aterro, mas caso a escolha, via licitação, termine com a opção pelo aterro na Pedreira Boscardin, a iniciativa privada terá que realizar contrapartidas ao Poder Público. Isso porque caso a opção seja pelo aterro Boscardin, os caminhões com os resíduos sólidos teriam que transitar pela avenida Souza Naves, trecho urbano da BR-373.
O procurador lembrou que caso a opção seja de fato por este aterro, as empresas envolvidas terão que apresentar contrapartidas à população. “A Souza Naves já tem um trafego de veículos muito intenso, caso o município opte pelo aterro na Pedreira Boscardin, vamos cobrar como contrapartida investimentos por parte da iniciativa privada na melhoria das condições viárias da região”, lembrou Sowek.
Osvaldo Sowek contou que deve convidar representantes da Polícia Rodoviária Federal, da Prefeitura e da CCR RodoNorte, concessionária de pedágios que administra o trecho, para discutir o assunto. “A Usina de Mauá da Serra, por exemplo, até hoje gera uma série de contrapartidas por parte da Copel pelo impacto causado a região”, comparou o procurador do Ministério Público Federal.
Distância
Caso a opção da Prefeitura seja pelo aterro da Boscardin, a distância entre a região central da cidade e o aterro sanitário aumentaria em cerca de um terço. Tomando como ponto de referência o Terminal Central de Ônibus, o aterro do Botuquara tem uma distância de 14km do local, já até o aterro da Boscardin a distância cresce para 21,3 KM e conta com trecho de estrada de terra de cerca de 12,5 KM.





















