Aterro privado pode custar até duas vezes mais caro que o Botuquara | aRede
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Aterro privado pode custar até duas vezes mais caro que o Botuquara

Com o fim do Botuquara próximo, Prefeitura apresentou opção de aterro particular para receber resíduos. Valor por cada tonelada pode sair de R$ 48 para custar até R$ 120

Tema foi debatido em audiência pública nesta sexta-feira (2)
Tema foi debatido em audiência pública nesta sexta-feira (2) -

Afonso Verner

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Com o fim do Botuquara próximo, Prefeitura apresentou opção de aterro particular para receber resíduos. Valor por cada tonelada pode sair de R$ 48 para custar até R$ 120

Após receber o lixo doméstico produzido em Ponta Grossa por mais de meia década, a vida útil do aterro sanitário do Botuquara está chegando ao fim. Com um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura e o Ministério Público (MP) chegando ao fim no próximo dia 18 de julho, Poder Público, sociedade civil organizada e Poder Judiciário buscam soluções para a situação. A saída apresentada pelo município pode resultar no encarecimento de quase 150% no valor da tonelada de lixo.

O secretário de Meio Ambiente, Paulo Barros, apresentou o aterro na Pedreira Boscardin como a “melhor opção” com o fechamento iminente do Botuquara. A pasta comandada por Barros ainda realiza estudos sobre o possível custo de operação do local, mas a estimativa é que cada tonelada de lixo custe de R$ 90 a R$ 120 ao município. De acordo com o próprio secretário, atualmente cada tonelada de lixo custa R$ 48 para ser enterrada no Botuquara, levar em consideração os custos que a Prefeitura tem com a manutenção do aterro e as obras realizadas no local – com essas cifras, o valor da tonelada no Botuquara seria superior aos R$ 48 estimados.

A mudança poderia representar um aumento de até 150 no valor pago por tonelada o que deverá necessariamente causar reajuste na Taxa de Lixo, paga anualmente pelo munícipe junto ao IPTU. A discussão sobre o tema se intensificou nas últimas semanas e várias lideranças do município se pronunciaram sobre o assunto. Nesta sexta-feira (2), os vereadores Celso Cieslak (PRTB) e Sargento Guiarone (PROS) realizaram uma audiência pública para discutir o tema.

O encontro contou com a participação de membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), do promotor do Ministério Público do setor de Proteção ao Meio Ambiente, Honorino Trémeia e de empresários que tem empreendimentos no setor de usinas de resíduos sólidos. As lideranças discutiram possíveis saídas para a situação e apresentaram os prós e os contras de cada uma das opções debatidas.

Paulo Barros usou a tribuna para lembrar que a possibilidade de utilizar a área da Pedreira Boscardin como um aterro ainda está sendo estudada. “Estamos preparando um relatório sobre as ações já tomadas pelo município em relação ao TAC firmado com o MP e seguimos estudando uma saída para o Botuquara, fechar o aterro é minha prioridade”, afirmou o secretário na tribuna do Legislativo.

Já na visão de Celso Cieslak (PRTB), a opção por um novo aterro sanitário, nos moldes atualmente propostos, não é a mais adequada do ponto de vista ambiental e também financeiro. Já o parlamentar Sargento Guiarone (PROS) citou o fato de que em Londrina uma empresa que atua na destinação dos resíduos sólidos cobra R$ 59 por tonelada, valor consideravelmente menor do que o estipulado para a utilização da pedreira do Boscardin.

Vereadores querem nova ‘CPI do lixo’

Celso (PRTB) e Sargento Guiarone (PROS) afirmaram durante a audiência que devem abrir uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a questão do lixo em Ponta Grossa. Na tribuna da Casa de Leis, Guiarone lembrou que vários pontos do atual contrato firmado entre a Prefeitura e a Ponta Grossa Ambiental (PGA) não foram cumpridos. “Essa audiência pública não vai parar aqui, vamos seguir investigando aspectos polêmicos do contrato do lixo”, lembrou o vereador. Em 2015 e 2016, o Legislativo já teve uma CPI voltada para o mesmo tema – o grupo indicou pela não renovação automática do contrato entre Prefeitura e PGA, no entanto o vínculo foi renovado até 2024.

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