Audiência pública discute destino do lixo em PG
Encontro acontece na Câmara Municipal nesta sexta-feira (2) a partir das 14h. Vereadores querem ampliar debate sobre a destinação do lixo doméstico produzido na cidade

Encontro acontece na Câmara Municipal nesta sexta-feira (2) a partir das 14h. Vereadores querem ampliar debate sobre a destinação do lixo doméstico produzido na cidade
A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) recebe nesta sexta-feira (2), a partir das 14h, uma audiência pública convocada pelos vereadores Sargento Guiarone (PROS) e Celso Cieslak (PRTB). O encontro contará com a participação de representantes de vários órgãos e terá como eixo central um problema histórico na cidade: a destinação do lixo doméstico. A audiência acontece diante da eminência do fim do TAC (Termo de ajuste de conduta) firmado entre a Prefeitura (PMPG) e Ministério Público (MP) sobre o encerramento das atividades no aterro do Botuquara.
Os vereadores esperam a presença e participação de órgãos importantes para o debate, entre eles representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), da Acipg (Associação Industrial, Comercial e Empresarial), Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) e Ministério Público. Além dos representantes do Poder Público, também participarão da audiência empresários interessados em apresentar uma nova forma de destinação final do lixo em Ponta Grossa.
Segundo Celso Cieslak (PRTB), a proposta é apresentar uma “ampla discussão” sobre as várias possibilidades para o atual cenário. Os presentes na audiência também irão discutir a situação do TAC firmado entre Prefeitura e MP que prevê o fechamento do aterro do Botuquara até o dia 17 de julho – o Executivo já estuda um pedido de dilação do prazo – e o local para receber um novo aterro sanitário na cidade.
Na visão do vereador Sargento Guiarone (PROS), o debate sobre a destinação do lixo deve ser norteado pela preocupação ambiental e financeira que cerca o tema. “Não podemos apenas destinar o lixo para um local que fique mais barato, mas cause graves danos ambientais, ou escolher um novo aterro que tenha um custo muito elevado ao munícipe”, lembrou o vereador ressaltando a importância da preservação do meio ambiente.
Entre as lideranças que devem participar da audiência estão a ex-secretária Patrícia Hilgemberg e o promotor do Ministério Público do setor de Proteção ao Meio Ambiente, Honorino Trémeia. O atual responsável pela secretaria de Meio Ambiente de Ponta Grossa, Paulo Barros, também deve estar presente no encontro e afirmou que o debate é “importante” para o município.
Barros lembrou que desde que assumiu o setor tem trabalhado levando em conta dados técnicos para estudar e discutir as saídas possíveis com o fechamento do Botuquara. “Diante dos estudos que encontrei na Secretaria, chegamos a conclusão que a construção de uma Usina de Lixo seria inviável financeiramente para a Prefeitura e por isso indicamos pela opção por um novo aterro sanitário na cidade”, afirmou o atual secretário.
Patrícia garante “custo zero” de Usina
Responsável pela secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura por um ano, Patrícia Hilgemberg sustenta que a usina de resíduos sólidos, também conhecida como ‘usina de lixo’, teria “custo zero” para o município, sendo bancada inteiramente pela iniciativa privada. “A Prefeitura teria apenas que destinar o lixo para ser aproveitado na usina, seríamos uma cidade de vanguarda nesse tipo de ação sustentável”, contou a ex-secretária. Patrícia garantiu ainda que tal proposição foi apresentada pela Prefeitura em um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) junto ao MP e poderia ser feita em tempo hábil.
Vereadores salientam vantagens da usina de lixo
Defensores da construção de uma usina de lixo, os vereadores Celso Cieslak (PRTB) e Sargento Guiarone (PROS) são defensores da construção da usina em detrimento da opção pela continuidade no aterramento dos resíduos. Na visão de Guiarone, uma usina de lixo poderia contribuir com o quesito ambiental da cidade, além da criação de emprego. “Em outras cidades brasileiras, usinas do tipo são usadas para criar energia e de quebra ainda geram empregos”, lembrou o vereador do PROS.





















