Câmara rejeita subsídio e sindicato cogita 'catraca livre' | aRede
PUBLICIDADE

Câmara rejeita subsídio e sindicato cogita 'catraca livre'

VÍDEO
| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Com vinte votos contrários e 2 favoráveis, os vereadores de Ponta Grossa rejeitaram o projeto que repassava R$ 2,4 milhões ao Fundo Municipal de Transporte. Com isso, o reajuste 10% conquistado pelos trabalhadores da cidade ficou em risco - a categoria deve se reunir nos próximos dias e o Sindicato cogita o início da catraca livre na cidade.

O projeto foi enviado pela Prefeitura e fazia parte de um acordo firmado em uma audiência do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) - o acordo foi mediado e proposto pelo presidente da Casa, Aliel Machado (PCdoB) e colocou fim a greve no setor que já durava 17 dias. O presidente do Sintropas-PG, Ricardo Peloze, esteve na sessão e chegou a discutir com alguns vereadores - o clima ficou tenso e a sessão foi interrompida.

"Eu respeito a decisão dos vereadores, mas esse acordo tinha sido firmado na Justiça e o objetivo era que a passagem não subisse e que a população não acabasse prejudicada mais uma vez. Como o acordo não foi cumprido, vamos avaliar com o Jurídico do Sindicato. Eu acho que, no mínimo, na sexta-feira (11) nenhum usuário do transporte vai pagar a passagem", contou Peloze.

George quer aplicação na Saúde

Um dos maiores opositores ao repasse era o vereador George de Oliveira (PMN). George voltou a criticar o acordo mediado por Aliel e lamentou a situação. O vereador cobrou que a aplicação dos recursos fosse feita em prol da área da saúde. "Desde que assumimos a mesa diretora, estava acordado que o dinheiro economizado na Câmara seria aplicado na Saúde. A VCG tem que se resolver com seus funcionários", argumentou Oliveira.

Aliel lamenta decisão

Já para o mentor do acordo e defensor do subsídio ao transporte, Aliel Machado (PCdoB), a decisão tomada pela Câmara não causou surpresa. "Os vereadores já tinham dado seu posicionamento. O que me preocupa agora é a possibilidade da passagem subir e da população sair, mais uma vez, prejudicada com tudo isso", contou Machado.

VCG considera 'catraca livre' ilegal

Através da assessoria de imprensa, a VCG informou que considera a prática da catraca livre uma medida irregular. "Sob o ponto de vista trabalhista, a catraca livre é ilegal. Sob o ponto de vista criminal, a conduta é discutível.Vale levar  em conta que em Curitiba, o dia em que houve catraca livre acabou sendo pago por um fundo abastecido com o dinheiro da própria sociedade", informou a viação.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right