Detento morto no ‘Cadeião’ tinha ficha extensa
Vítima foi identificado pelo Departamento Penitenciário do Paraná como Eberton Bahls Bueno, de 30 anos de idade

Era extensa a ficha criminal de Eberton Bahls Bueno, de 30 anos de idade, o detento encontrado morto dentro da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, na noite de segunda-feira (29).
Natural de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, o homem era suspeito de envolvimento em pelo menos cinco homicídios na capital do Estado, ter participação em um latrocínio e trabalhar para o tráfico de drogas. Em alguns desses casos, inclusive, ela já teria sido condenado. Também não está descartada a ligação do mesmo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de intensa atuação no país. No Serviço Funerário Municipal consta que ele trabalhava como pedreiro.
Bueno estaria detido em Ponta Grossa desde o mês passado. O motivo da prisão preventiva não foi repassado pelas autoridades. Ele estaria em uma cela com capacidade para 20 presos, mas que estaria sendo ocupada por 90. A Cadeia Pública enfrenta um problema crônico de superlotação com 790 detentos em um espaço projeto para pouco mais de 200 apenados.
De acordo com uma nota emitida pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Bueno foi encontrado desacordado por outros detentos que acionaram o atendimento médico de urgência. O óbito foi confirmado pela equipe de socorristas do Samu. Segundo o relatório da Polícia Militar (PM), que deu apoio a ocorrência, a vítima não apresentava marcas aparentes de violência ou lesões.
Mesmo a morte tendo sido constatada na noite de segunda-feira, o cadáver só chegou ao Instituto Médico Legal (IML) na madrugada de terça-feira (30), por volta das 5 horas. A viatura utilizada pelo órgão estava em atendimento no município de Telêmaco Borba, distante mais de 130 quilômetros de Ponta Grossa.
Bueno não era casado, mas deixou três filhos – de 12, 9 e 7 anos de idade.
Direção preferiu não se manifestar sobre a morte do preso
Procurada pela equipe de reportagem durante a terça-feira (30), a direção da Cadeia Pública Hildebrando de Souza não respondeu as mensagens. O Instituto Médico Legal (IML) também não informou as causas da morte após a realização da necropsia e nem se foram solicitados exames complementares. A alegação é de que os dados são sigilosos. A única confirmação foi de que o corpo teria sido liberado por familiares da vítima durante a tarde.





















