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Racismo pode ter motivado briga que matou Rodrigo

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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A Polícia Civil apresentou hoje (03) Rafael Zito Silva e Dario de Almeida Junior - os dois foram presos acusados de envolvimento no morte do empresário Rodrigo Carneiro da Silva. O Ministério Público pediu a prisão preventiva dos dois e mais uma pessoa segue sendo procurada: Eder Fabiano Maior é considerado fugitivo pela Polícia. Os três já tinham prestado depoimento na Delegacia e liberados logo em seguida.

Depois de serem apresentados à imprensa, um dos suspeitos contou sua versão sobre as motivações para o crime: segundo Rafael, a briga com Rodrigo teria começado depois de acusações racistas por parte do empresário. "Todo mundo sabia que ele não gostava de preto, que era skinhead. Eu lamento a dor da família, mas só fui lá defender o meu filho", contou Zito.

O filho de Rafael, identificado apenas como Udson, estaria no posto de gasolina durante a confusão e teria participado da briga. "Eu fui lá porque meu filho me ligou e eu queria impedir o pior. Em nenhum momento eu agredi o Rodrigo, eu estava separando a confusão. Hoje eles poderiam estar tirando sarro do massacre que o Rodrigo poderia ter feito com meu filho", disse Rafael.

Dario de Almeida Junior, que também está preso, preferiu não se manifestar sobre o caso.

Família de Rodrigo diz que acusações são "desesperadas"

Ângelo Carneiro, irmão de Rodrigo, qualificou como "desesperadas" e infundadas as acusações feitas por Rafael. Ângelo confirmou que conhecia Rafael e diz que as declarações do acusado não tem ligação alguma com a conduta de Rodrigo. "De todas as versões que eu já ouvi sobre o crime, essa é a mais absurda. Meu irmão tinha vários amigos negros e várias testemunhas já confirmaram que o Rodrigo foi provocado durante a confusão", argumentou Ângelo.

Amigos querem justiça

Amigos e familiares de Rodrigo pedem justiça pela morte do empresário. Quando o crime completou dois meses, um telão pedindo punição aos envolvidos foi colocado no local do crime. Ângelo disse, emocionado, que os envolvidos no crime não podem ficar impunes. "Nada vai trazer o Rodrigo de volta. Mas pessoas como essas não podem ficar soltas colocando em risco a vida de cidadãos de bem", disse.

Polícia procura terceiro acusado

A Polícia Civil continua a busca por Eder Fabiano Maior. A delegada Tânia Sviercoski, explicou que os três envolvidos pelo crime devem responder por homicídio qualificado e reforçou a importância de denúncias anônimas para que Eder seja encontrado. "Quem tiver alguma informação sobre o paradeiro do Eder, pode ligar no 181 e dar as informações sem se identificar", disse Tânia.

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