Aliel Machado volta a defender eleições para presidente
Após informações de que Temer estaria comprando o silêncio de Eduardo Cunha, deputado ponta-grossense volta a pedir novas eleições
Após informações de que Temer estaria comprando o silêncio de Eduardo Cunha, deputado ponta-grossense volta a pedir novas eleições
Depois do escândalo divulgado nesta quarta-feira (17) envolvendo o nome do presidente Michel Temer (PMDB) na suposta compra de silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o deputado federal Aliel Machado (Rede) voltou a pedir por eleições diretas para o Executivo nacional. Segundo ele afirmou em entrevista coletiva na noite de quarta, há margem jurídica para que o novo pleito seja convocado.
“Após a mudança da lei, mesmo não sendo na lei constitucional, já tem uma interpelação no Supremo Tribunal Federal [STF] nas mãos do ministro [Luís Roberto] Barroso, feita pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, que pede interpretação da lei para que seja atribuído, a partir da mudança legislativa que foi feita no ano passado, de que, se for anterior a seis meses do fim do mandato, nós temos a possibilidade de eleições diretas”, garante o parlamentar.
O ponta-grossense destacou ainda que Temer não tem mais condições de ficar no poder depois do conteúdo revelado pelo jornal O Globo, em que uma suposta gravação feita por Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, mostra o presidente incentivando a compra do silêncio de Eduardo Cunha. “Michel Temer, que está mexendo em questões estruturantes do país, como a reforma trabalhista e a reforma da previdência, não tem condições nenhumas de ficar no Palácio do Planalto, não tem condições morais, não tem mais condições políticas”, garante o deputado. “O país está sangrando, essa demonstração que foi feita hoje, depois de uma gravação dentro do Palácio do Planalto, nos deixa muito preocupado. Portanto, a oposição conclama para nova eleição e há previsão legal para isso”, completa o parlamentar.
O escândalo
Os donos da JBS disseram em delação à Procuradoria-Geral da República que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo o colunista do jornal ‘O Globo’ Lauro Jardim.
Segundo o jornal, o empresário Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Lourdes (PMDB-PR) para resolver assuntos da JBS. Posteriormente, Rocha foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.
Em outra gravação, também de março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: "tem que manter isso, viu?"
Nota da presidência
"O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.
O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.
O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados."





















