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Comércio de PG acumula queda de 5% nas vendas

Vendas do comércio varejista acumulam uma retração neste primeiro trimestre

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Fernando Rogala

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O comércio de Ponta Grossa seguiu a tendência estadual e fechou o primeiro trimestre com quedas nas vendas. Segundo a pesquisa conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), a retração nestes três primeiros meses de 2017, comparado com o período de janeiro a março de 2016, foi de 5,1%. É uma retração superior à registrada no Estado do Paraná, onde a queda registrou uma média de 3,1%.

Entre as sete regiões avaliadas (Curitiba e Região Metropolitana, Londrina, Maringá, Região Oeste, Ponta Grossa, Sudoeste, e Litoral), Ponta Grossa ocupa uma posição intermediária: há três melhores e três piores. Enquanto o melhor desempenho registrado neste trimestre está na Região Oeste, onde houve uma queda de apenas 0,13% nas vendas, na regional com o segundo melhor desempenho, Curitiba, houve uma queda de 0,82%. Os piores desempenhos foram observados nas regionais Oeste (-8,82%) e no Litoral, onde a baixa superou a casa dos 12%.

Neste acumulado de janeiro a março, dois setores apresentaram crescimento superior a 10% nas vendas: vestuário, cuja alta foi de 12,5%, e construção civil, que teve uma ascensão de 20,2%. Outros dois setores do comércio ficaram positivos: autopeças (5,3%) e lojas de departamentos (1,5%). Os outros oito segmentos do comércio ficaram negativos, com cinco deles registrando uma retração superior a 10%: combustíveis (-10,7%), concessionárias de veículos (-11,1%), móveis, utilidades domésticas e decoração (-11,8%), Livraria e papelaria (17,4%) e calçados (-37,8%).

De acordo com a Fecomércio PR, já era esperado que as vendas do mês de março não tivessem um salto expressivo, pois havia sido liberado apenas o primeiro lote do FGTS e seus reflexos indiretos no comércio com o pagamento de dívidas serão percebidos apenas a médio prazo. Além do mais, apesar de benéfica, a liberação dos saques das contas inativas não será suficiente para recuperar a economia.

FGTS impacta nas vendas no mês de março em PG

Na comparação com o mesmo mês de março de 2016 também houve uma queda nas vendas. Segundo a estatística da Fecomércio, a retração registrada foi de 2,56%. É uma variação muito próxima à média estadual, onde a queda registrada foi de 2,49%. Na avaliação de José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas PG), em Ponta Grossa houve um impacto do FGTS. “Esse dinheiro do Fundo de Garantia já deu um reflexo. Subiu as vendas de materiais de construção, já que aproveitaram para reformar algo na casa, assim como gastaram no vestuário, autopeças e móveis, que tiveram alta na comparação com março 2016”, explica. Na comparação com fevereiro deste ano, o acréscimo nas vendas em março foi de 11,9%.

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