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PG já registrou mais de 300 acidentes com motos

Frota atual de motocicletas em Ponta Grossa é de 22,9 mil veículos. Os dados atualizados até o mês de março são do Detran

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Daniel Petroski

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A morte de Everton Hazelski Lemes do Carmo, de 20 anos de idade, na noite do último sábado (13) em Ponta Grossa colocou em discussão novamente os riscos aos quais são submetidos condutores que fazem das motocicletas seus meios de locomoção. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o jovem conduzia uma Suzuki 125 pela Avenida Souza Naves, trecho urbano da BR-373, quando colidiu de frente com um carro – as circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas. O motorista do veículo fugiu do local sem prestar socorro ao rapaz. Ainda no final de semana, outro motociclista deu entrada no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU) com ferimentos graves. Ele atingiu um barranco na área rural da cidade.

Com base no 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Ponta Grossa, neste ano já foram atendidos mais de 300 acidentes envolvendo motociclistas no município. Em todo o ano passado os números foram ainda mais alarmantes: 844 ocorrências do gênero – uma média de 2,3 acidentes com esse tipo de veículo por dia. A frota atual de motocicletas em Ponta Grossa é de 22,9 mil veículos. Os dados atualizados até o mês de março são do Departamento de Trânsito (Detran). A frota total do município chega a   193 mil.

Em relação ao Paraná, a situação segue a mesma linha. Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostra que, em 2016, foram 9.306 internações na rede pública de saúde decorrentes de acidentes de trânsito e 2.692 mortes. Do total de acidentes com veículos envolvendo vítimas no Estado, cerca de 32% foram com motocicletas (20.105 casos), conforme dados do Detran. Destes, segundo o SUS, 3.656 geraram internamentos e 642 resultaram em morte do condutor, colocando-as em segundo lugar no ranking dos acidentes.

Especialista alerta para segurança

Uma das causas de tantos acidentes com motocicletas se deve a popularização e facilidade de aquisição destes veículos. Com o aumento de motocicletas nas ruas, também foi necessário redobrar a atenção no trânsito. "O grande problema é que se trata de um veículo veloz e vulnerável. Percebemos que muitos condutores não respeitam o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e extrapolam a segurança, colocando suas próprias vidas em risco", destacou o tenente do Batalhão de Trânsito, Ismael Veiga

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