‘Leli’ deixa legado de proteção a diversidade sexual em PG
Vereadora teve pouco mais de um mês de mandato. Durante o período, ‘Leli’ apresentou projetos de lei para garantir a diversidade de gênero no município

Vereadora teve pouco mais de um mês de mandato. Durante o período, ‘Leli’ apresentou projetos de lei para garantir a diversidade de gênero no município
Durante 40 dias, Ponta Grossa teve pela primeira vez na história uma vereadora de orientação homossexual assumida. Francielle Stepenovski, mais conhecida como Leli (PROS), assumiu uma cadeira no Legislativo Municipal durante a licença de Valtão, também do PROS. Em apenas 40 dias de mandato, Leli apresentou dois projetos de lei (PL) com o intuito de proteger a diversidade de gênero no município e criar um canal para denúncias contra crimes homofóbicos no município.
Leli se despediu da Casa de Leis na última segunda-feira (8) e ao usar a tribuna do Legislativo, a vereadora do PROS agradeceu “a maneira respeitosa” com que havia sido tratada pelos pares, mas lembrou que na vida social a situação nem sempre é a mesma. A parlamentar chegou a exibir na tribuna uma edição do Jornal da Manhã (foto) em que o periódico noticia a agressão contra o arquiteto André Panatto, no Centro de Eventos da cidade – o caso teria motivação homofóbica de acordo com os advogados da vítima.
“Depois daquela situação [agressão contra André] decidi apresentar os projetos, o setor LGBT e a igualdade de gênero são assuntos muito poucos discutidos na cidade”, lembrou Leli. A vereadora afirmou ainda que propôs aos parlamentares, “mesmo aqueles da Bancada Evangélica”, que observassem com um olhar humano” as constantes agressões contra homossexuais na cidade.
Um dos projetos de lei apresentados pela vereadora é o PL 121/2017 de que institui o Dia Municipal da Diversidade de Gênero – a data seria comemorada anualmente no terceiro domingo do mês de junho. A outra iniciativa de Leli (PROS) é alvo do PL 109/2017 que cria a ouvidoria municipal de Diversidade Sexual em Ponta Grossa. Os dois projetos ainda tramitam nas comissões internas da Casa de Leis e não tem data definida para entrar em debate.
Ao assumir o mandato, Leli chegou a ressaltar que não teria uma atuação voltada apenas ao setor LGBT, mas sim por igualdade. “Acredito que as pessoas tenham que ter igualdade e hoje isso ainda é algo distante para os homossexuais, por isso é muito importante ter mecanismos para que as pessoas agredidas possam denunciar essas situações e, além disso, o Poder Público também tem que cumprir seu papel nesse cenário”, lembrou Leli.
Os dois projetos de lei apresentados por Leli são os primeiros a tratar de crimes cometidos contra homossexuais na cidade. Além dessas iniciativas, uma lei do agora ex-vereador Julio Küller de 2015 criou o Conselho Municipal LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).





















