Paccar fará aporte de R$ 100 mi para criar banco próprio
Entre os serviços oferecidos para a aquisição dos caminhões DAF estão o leasing, CDC e o ‘Finame'

Seguindo com seu projeto de expansão no mercado nacional, a Paccar, dona da marca DAF, que possui uma fábrica de caminhões em Ponta Grossa, dará mais um passo para seu crescimento no segmento. O grupo já entrou, junto ao Banco Central, com a solicitação do processo de autorização para a criação do seu banco próprio no país. Devido aos trâmites legais, há a expectativa que, dentro de pouco mais de um ano e meio, a montadora holandesa já possa comercializar seus caminhões com os próprios serviços bancários. Para isso, o grupo fará o aporte de aproximadamente R$ 100 milhões em todo esse processo, até 2019, somando os investimentos estruturais, em funcionários e no capital do banco. A sede da instituição financeira será em Ponta Grossa, junto à planta industrial, onde serão gerados 20 novos postos de trabalho.
A vinda do Banco Paccar ao país, segundo explica João Petry, Diretor de Serviços Financeiros da DAF, já estava nos planos do grupo desde a vinda da empresa ao país, e que sua consolidação era apenas questão de tempo. “É apenas uma complementação dos negócios da Paccar no Brasil. Quando tiver aprovado, dará continuidade nos negócios da DAF, para complementar a gama de produtos e serviços no país”, esclarece o executivo. Como ele lembra, o financiamento próprio já está consolidado em diversos outros países europeus e norte-americanos desde 1960, ou seja, há 57 anos.
O projeto interno foi iniciado há dois anos. Desde então foi elaborado o estudo da instituição financeira e, em dezembro de 2016, a DAF entrou com o processo de autorização junto ao Banco Central. “Já enviamos um pacote de documentos e já tivemos encontro com um responsável, para a entrevista técnica. A próxima etapa é o envio do plano de negócios, que deve ocorrer dentro de 45 dias”, informa. Segundo ele, no cenário mais otimista, o início das operações deverá ocorrer em janeiro de 2019, já que, entre os trâmites, ainda há a necessidade da concessão da autorização para montar a instituição financeira e, na sequência, a realização de uma auditoria, para constatar se o que tratado foi cumprido.
A contratação das pessoas já está sendo realizada, já que há a necessidade de ter colaboradores com experiência na área, no mercado nacional, para contribuir com os processos e trâmites. “A Sicredi abriu sua sede regional em Ponta Grossa e estamos vendo Ponta Grossa como um polo de serviços financeiros também. Vamos trazer uma área de atuação que não existe na cidade ainda, mas tenho a confiança que vamos ter sucesso na atração de profissionais”, completa Petry.
‘Banco Paccar’ trará diferenciais
Com seu próprio banco, o grupo poderá ofertar uma gama completa de opções para a venda dos produtos DAF (não haverá a prestação de serviços de outras marcas). No atacado, serão financiados estoques aos donos de concessionárias, em linha de crédito retroativa. Já para os clientes finais (varejo), serão oferecidas as modalidades Finame, leasing e CDC (Crédito Direto ao Consumidor). Com o banco próprio, inúmeros benefícios, com diferenciais, poderão ser ofertados. “Primeiro é a venda conjunta do banco com a concessionária DAF, com garantia estendida e compra de seguro, via parceiros. Agora há a possibilidade de fazer o financiamento todo dentro da concessionária. Na comparação com bancos comerciais, nosso diferencial vai ser o conhecimento do nosso pessoal no mercado, com investimento em tecnologia, em tablets, para fazer a aprovação e pegar contrato via assinatura digital, trazendo grande agilidade”, completa.
Capital do Banco deverá atingir R$ 300 mi em 2024
Já em 2019, ano que deverá ser o primeiro de atuação do Banco Paccar, a estimativa, de acordo com o plano de negócios, é que seus serviços possam elevar as vendas da marca no país em 10%. Com o passar dos anos, a perspectiva é de que cresça, havendo a necessidade constante da ampliação do aporte. Dentro de cinco anos, Petry informa que o capital do banco deverá ser de R$ 300 milhões, que demandará, também, de uma elevação no número de funcionários, que deverá chegar a 50 diretos até 2024. “Em cinco anos, o Banco espera ser responsável por 30% ou 40% das vendas da DAF”, esclarece





















