Sintropas ameaça nova paralisação no transporte

Ao lado do presidente da Câmara, Aliel Machado (PCdoB), representantes do Sindicato dos Motoristas e Trocadores (Sintropas) tentaram convencer, ontem, os vereadores sobre o projeto que prevê o subsídio de R$ 2,4 milhões ao transporte coletivo de Ponta Grossa. O presidente do Sintropas, Ricardo Peloze, voltou a apontar que a categoria não abre mão do reajuste de 10% nos salários e 50% no vale alimentação e defendeu o subsídio como única maneira de obter o benefício sem aumento na tarifa.
De acordo com Peloze, com a rejeição do projeto na Câmara, o sindicato vai realizar uma assembleia geral com os trabalhadores para decidir o rumo das negociações. O presidente não descartou uma nova paralisação nos ônibus. Autor da proposta, Aliel voltou a defender que a concessionária do serviço, Viação Campos Gerais (VCG), não vai se beneficiar com o subsídio. “Esse dinheiro não vai ajudar a VCG em nada. O lucro dela é de 5% do valor bruto. O valor do transporte é de R$ 70 milhões ao ano, o subsidio, contando com a encampação dos terminais, é de R$ 3 milhões”, disse.
Advogado do Sintropas, João Douglas Gonçalves apontou um aumento de R$ 0,17 na tarifa sem o subsídio do Poder Público. Segundo Gonçalves, o impacto do aumento de 10% na remuneração dos trabalhadores elevaria a tarifa em R$ 0,12. Já o custo do aumento de 50% no vale alimentação impactaria em R$ 0,05 no preço das passagens. O advogado sugeriu, ainda, que o subsídio seja aplicada para custear as gratuidades do serviço, que segundo a planilha da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), respondem por R$ 0,29 do preço total da tarifa.
Apesar da argumentação, a proposta do subsídio de R$ 2,4 milhões já é considerada reprovada pela maioria dos vereadores. Além dos parlamentares da base do governo, Daniel Milla (PSDB) e Rogério Mioduski (PPS), o líder da oposição, Antonio Laroca Neto (PDT) também afirmou que o projeto “não tende a prosperar” no Legislativo. A oposição aponta erros formais na proposta encaminhada pela Prefeitura e alega que ela não atende aos preceitos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Informações do Jornal da Manhã.





















