Arquiteto agredido em festa não vai perder a visão | aRede
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Arquiteto agredido em festa não vai perder a visão

Apesar dos danos ao nervo ótico esquerdo, André Panatto está enxergando bem do olho mais afetado

Advogado garante que André Panatto está se recuperando bem das lesões sofridas em festa | Divulgação
Advogado garante que André Panatto está se recuperando bem das lesões sofridas em festa | Divulgação -

Da Redação

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Apesar dos danos ao nervo ótico esquerdo, André Panatto está enxergando bem do olho mais afetado

“Admiro a coragem e a luta dele, de não esconder o rosto e enfrentar toda essa situação, sem medo de represálias”. É assim que Helenton Fonseca define o arquiteto André Panatto, espancado durante uma festa no Centro de Eventos na madrugada do dia 23 de abril, em Ponta Grossa. Ele ficou gravemente ferido e corria até o risco de perder a visão de um olho mas, segundo o advogado da vítima, essa hipótese está descartada.

“O nervo ótico do lado esquerdo foi bastante afetado, mas ele já não corre mais risco de perder a visão, como acreditava-se no começo, ele até já está enxergando melhor, mas ainda não recebeu ‘alta’ do oftalmologista”, explica Fonseca. Ele garante que, fisicamente, Panatto está progredindo bem e que os médicos “estão esperando o rosto desinchar mais para avaliar a necessidade de cirurgias por conta das fraturas na face”.

Para o advogado, a autoria do crime já está definida, mas ainda faltam detalhes do inquérito policial para que os responsáveis pelo espancamento possam ser identificados oficialmente. “Já ficou comprovado que ele não estava sob efeito de álcool ou drogas, o que corrobora ainda mais com a nossa tese de que as agressões foram provocadas por outros motivos”, esclarece Fonseca, lembrando que testemunhas acreditam que o caso se trate de homofobia.

Várias pessoas já foram ouvidas e confirmam a autoria das agressões. “Ele apanhou durante quase 30 minutos em vários lugares da festa, e conseguimos testemunhas em todos esses lugares, pessoas que não têm qualquer tipo de ligação com a vítima e que viram a covardia”, completa o advogado.

“Infelizmente, isso é algo comum na nossa sociedade, já temos inúmeros casos de pessoas que foram espancadas de forma semelhante em várias festas. Por isso, é importante ficarmos em cima. Nós, enquanto sociedade, temos a obrigação de combater esse tipo de atitude”, completa o advogado.

“Revoltante”

Fonseca explica que várias testemunhas já foram ouvidas no inquérito policial e já não há mais dúvidas sobre a autoria do crime. “As testemunhas são oculares e por iniciativa própria procuraram a autoridade policial. Os relatos são revoltantes, mas serão mantidos em sigilo, pelo bom andamento de instrução do inquérito policial”, completa.

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