Fraude em bilhetagem preocupa vereadores

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Os apontamentos da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) sobre o esquema de fraude na bilhetagem eletrônica do transporte mobilizou a Câmara de Vereadores durante a sessão de hoje (23/06). Parlamentares consideraram as denúncias ‘graves’ e solicitaram uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre o esquema, que foi classificado como ‘cartel’ durante a sessão plenária. Segundo a consulta da AMTT feita ao Ministério Público Federal (MPF), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e divulgada com exclusividade pelo Jornal da Manhã e portal aRede, o esquema movimentaria 900 cartões por dia, com dez créditos cada, nos quatro terminais de ônibus da cidade. O levantamento prevê que o lucro no esquema seja no de aproximadamente de R$ 7,2 mil diariamente, R$ 187, 2 mil por mês e feche o ano na cifra de R$ 2,2 milhões por ano. A rede de cambistas seria controlada por poucas pessoas. Para o vereador Pascoal Adura (PMDB), o esquema é grave e precisa ser esclarecido. O parlamentar disse que vai elaborar um requerimento para obter mais detalhes sobre a consulta da AMTT ao MPF. A autarquia encaminhou a documentação para saber se caberia um inquérito sobre o esquema de fraude ao sistema. O líder da oposição Antonio Laroca Neto (PDT), também comentou o caso e foi incisivo sobre o suposto cartel da bilhetagem eletrônica em Ponta Grossa. Segundo o vereador, a fraude atingiria a legislação federal sobre o transporte público e precisaria ser apurada por uma investigação da PF. “Eu queria lembrar que a PF tinha que se engajar neste processo investigativo. Vale transporte é uma lei federal”, comentou Laroca. Para amenizar os impactos da atuação dos cambistas no transporte coletivo, a AMTT pretende criar cartões de transportes especializados e protegidos da fraude no sistema de bilhetagem eletrônica. O presidente da AMTT, Eduardo Kalinoski, esteve reunido na manhã de ontem com o delegado da PF em Ponta Grossa, Jonathan Trevisan Júnior, para discutir o caso. Kalinoski questionou ao delegado se haveria crime no esquema e se seria o caso da PF investigar a rede de cambistas. PF vai avaliar fraude em bilhetagem O delegado da PF, Jonathan Trevisan Júnior, disse que vai estudar a legislação sobre o vale transporte para aferir se caberia um inquérito. De acordo com Trevisan, o esquema se configuraria em estelionato aos empresários que disponibilizam os passes e a PF só poderia investigar a fraude se for identificado prejuízos à União. “Teria que ver se esse prejuízo ao empresário impacta na União, com prejuízos em alguma espécie de tributo federal”, comentou. Informações do Jornal da Manhã.





















