Cambistas do 'VT' atuam livremente em PG | aRede
PUBLICIDADE

Cambistas do 'VT' atuam livremente em PG

VÍDEO
| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Quem passa pelos terminais de ônibus já se acostumou com cambistas vendendo passagens em bilhetes eletrônicos por um preço abaixo da tarifa integral. O esquema da venda e compra ilegal do bilhete eletrônico rende aproximadamente R$ 2,2 milhões ao ano para os cambistas dos terminais de transporte público de Ponta Grossa.

A estimativa faz parte do dossiê encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) e à subseção em Ponta Grossa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT). O objetivo do documento é revelar os lucros obtidos por esse comercio considerado ilegal. O esquema seria controlado, em Ponta Grossa, por apenas quatro pessoas e envolveria outras 15, cooptadas para a comercialização dos passes.

Os cambistas pagam na passagem R$ 1,60 e revendem por R$ 2,40 ao passageiro final. A estimativa é que torno de 900 cartões, com dez créditos cada, sejam usados irregularmente por dia, nos quatro terminais de ônibus da cidade. O levantamento prevê que o lucro no esquema seja no entorno de R$ 7,2 mil por dia, R$ 187, 2 mil por mês e chegue a cifra de 2,2 milhões por ano.

Segundo o chefe da Autarquia Municipal de Trânsito, Eduardo Kalinoski, esse comercio não atinge diretamente o transporte coletivo. “Entre maiores prejudicados estão os empresários que disponibilizam esses passes para seus respectivos funcionários”, explica. Segundo Kalinoski, a AMTT pretende criar cartões de transporte especializados a fim de diminuir a venda ilegal de passagens.

Na manhã da ultima sexta-feira (20), a equipe de reportagem do Portal aRede e do Jornal da Manhã foi até o Terminal Central do transporte coletivo para flagrar, com uma câmera escondida, a ação do mercado paralelo de venda das passagens de ônibus. Para entrar no comércio, a pessoa deve solicitar a um dos cambistas que trabalham no ponto. “Não existe mais possibilidade de novos comerciantes usarem o espaço para a venda, pois todos já estão ocupados”, confessou um dos cambistas.

O esquema de venda ilegal de passagens é de conhecimento de boa parte dos usuários do transporte coletivo, inclusive os funcionários da Viação Campos Gerais (VCG). Questionado sobre a legalidade do comércio, um cobrador de ônibus contou que a atividade é comum entre os passageiros. “Não tem problema nenhum, na verdade quase todo mundo faz assim, pois sai mais barato”, afirma. Durante a conversa com outra cobradora, a mulher aconselha a venda do vale-transporte. “Se não for usar o cartão é melhor vender, você terá um pouco de lucro”, disse a funcionária.

VCG não considera comércio ilegal

Segundo a assessoria da Viação Campos Gerais (VCG), o impacto do comercio paralelo é desconhecido e não pode ser considerado ilegal, pois o repasse é realizado com colaboração do usuário ao comerciante. O uso do cartão eletrônico e a limitação do número de passagens tem, segundo a VCG, a finalidade de diminuir a ação dos cambistas.  A empresa também diz que não tem qualquer estudo a respeito do valor gerado por essa atividade.

AMTT quer coibir ação de cambistas

Segundo o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito, Eduardo Kalinoski, o órgão pretende instituir uma alteração na Lei para diminuir a ação dos cambistas. “Estamos planejando uma minuta para a Lei do Transporte Coletivo que prevê uma separação do cartão que realiza as recargas para o que é creditado”, explica.

Informações de Gustavo Dornelles, do Jornal da Manhã.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right