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Caminhoneiro é condenado a nove anos de prisão

Paulo Kraemer foi considerado culpado pela morte de dois policiais em um acidente de trânsito em 2013

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Daniel Petroski

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O Tribunal do Júri de Ponta Grossa condenou na tarde de terça-feira (18) o caminhoneiro Paulo Kraemer a nove anos, sete meses e seis dias de prisão pelas mortes do policial militar, José Vanderlei dos Santos, 47 anos de idade, e da escrivã da Polícia Civil, Nicea Chaves Cabral, de mesma idade. A decisão foi proferida pela juíza Letícia Pacheco Lustosa. O Conselho de Sentença contou com sete jurados. A pena, que incluiu também a suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor e multa, deve ser cumprida inicialmente em regime fechado. 

Kraemer conduzia um Ford Cargo pela BR-376 quando, ao realizar um retorno, provocou um acidente de trânsito envolvendo um segundo caminhão e o carro onde as vítimas estavam. A ocorrência foi registrada no dia 26 de março de 2013, próximo ao Autódromo André de Geus. José e Nicea vieram a óbito no local. A filha do casal, Jainara Helen dos Santos, na época com 19 anos de idade, foi lançada para fora do veículo. Ela ficou internada no Hospital Santa Casa de Misericórdia, vindo a se recuperar na sequência e recebendo alta semanas depois do acidente. Jainara esteve presente no julgamento, mas não foi ouvida.

Ainda no dia do acidente, Kraemer foi submetido ao teste do bafômetro que indicou 0,77 miligramas de álcool por litro de sangue. Ele foi encaminhado à 13ª Subdivisão Policial e autuado por homicídio doloso, quando há a intenção de matar.

Durante as mais de cinco horas de julgamento coube a defesa do caminhoneiro tentar desclassificar as provas existentes no processo, pedindo pela absolvição do réu. A justificativa dada foi de que o acidente poderia ocorrer de qualquer forma, mesmo se Kraemer não estivesse bêbado. A Promotora do Ministério Público (MP) rebateu, discorrendo sobre a materialidade e as provas da autoria – o laudo do local de morte também foi exibido. A acusação reforçou que Kraemer tentou minimizar os atos, lembrando que ele teria assumido a ingestão de bebida alcóolica. 

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