Richa aposta em parceria para desenvolver PG
Em entrevista ao Jornal da Manhã, governador afirmou que quer ampliar parcerias com a gestão do prefeito Marcelo Rangel (PPS) e comentou ações tomadas no comando do Estado

Em entrevista ao Jornal da Manhã, governador afirmou que quer ampliar parcerias com a gestão do prefeito Marcelo Rangel (PPS) e comentou ações tomadas no comando do Estado
No comando do Governo do Paraná desde 2011, o governador Beto Richa (PSDB) avaliou as ações tomadas no cargo em entrevista ao Jornal da Manhã. Eleito em 2010 e reeleito em 2014, Beto preferiu não falar das futuras aspirações políticas, mas ressaltou que ações tomadas no Governo, mesmo que “arriscadas em um primeiro momento”, foram importantes para o desenvolvimento do Estado.
Beto também falou sobre o que chama de “gestão municipalista” e afirmou que pretende manter e ampliar a parceria com a administração do prefeito Marcelo Rangel (PPS).
Jornal da Manhã: Governador, o senhor inicia o sétimo ano no comando do Paraná. Qual é o balanço que faz da atuação desde que assumiu o cargo em 2011?
Beto Richa: O Paraná avançou, não tenho a mínima dúvida disso. Avançou na atração de investimentos, com o maior ciclo de industrialização da história do Estado, e os Campos Gerais são a maior prova desta evolução. Quase um terço dos R$ 45 bilhões atraídos com o programa Paraná Competitivo estão aplicados na região. Avançamos na infraestrutura, com pesados investimentos em estradas e no Porto de Paranaguá. Copel, Sanepar e Compagas também realizaram investimentos bilionários nos últimos anos. Valorizamos os servidores públicos com aumentos reais de salários, superiores a 45%. O Paraná reduziu, efetivamente, a pobreza e a desigualdade social. Diminuímos a mortalidade materno-infantil, expandimos o apoio financeiro a hospitais e melhoramos a rede de urgência e emergência. Na Saúde o investimento do nosso governo chega a R$ 15 bilhões. Elevamos os recursos para o ensino superior de R$ 800 milhões, em 2010, para R$ 2,5 bilhões neste ano. Na educação, estamos aplicando cerca de 35% das nossas receitas. É um volume muito superior ao que manda a lei. Temos, enfim, exemplos de boa administração em todas as áreas.
JM: Desde que assumiu o posto, várias mudanças foram implementadas na gestão financeira e industrial do Estado. O senhor credita o atual equilíbrio das contas públicas no Paraná tem relação as ações tomadas?
Richa: O Paraná ganhou a confiança dos investidores e, mesmo na crise, temos a satisfação de anunciar a chegada de novos empreendedores e a expansão de empresas que já estão instaladas por aqui. O que mudou? Mudou a forma de tratar os investidores. Hoje, há segurança jurídica e investimentos para a melhoria da nossa infraestrutura. Recentemente, duas instituições britânicas, a Economist Intelligence e o Financial Times, avaliaram o Paraná como um dos estados mais competitivos do Brasil e com a melhor estratégia para atração de investimentos na América do Sul. Tudo isso nos ajuda a manter as contas em equilíbrio. Mas o fundamental é austeridade na gestão. Gastar somente aquilo que a arrecadação permite, com toda a responsabilidade que isso exige. Adotamos medidas duras de ajustes fiscal, que se provaram necessárias e inadiáveis.
JM: Ponta Grossa durante a sua administração sempre recebeu investimentos por parte do Estado, especialmente após a eleição do atual prefeito, Marcelo Rangel (PPS). O município deverá contar com novos investimentos ainda em 2017? Se sim, quais serão eles?
Richa: Uma das marcas da nossa gestão é o municipalismo. Já fui prefeito e sei como é importante ter o suporte do Governo do Estado para realizar ações em favor da população. Na hora de ajudar as nossas cidades, não olho para a questão político-partidária. Queremos ajudar a todos que nos trazem bons projetos e isso tem acontecido com Ponta Grossa. Há boas parcerias com a Prefeitura nas áreas de habitação, saneamento, energia e infraestrutura urbana que queremos manter e ampliar. O Estado também investe na universidade, na rede pública de saúde, nas escolas e nas rodovias que chegam à cidade.
JM: Durante o primeiro e o segundo mandato no Governo, o senhor implementou medidas polêmicas. Acredita que elas foram necessárias? Como o senhor avalia essas ações?
Richa: Adotei as medidas que precisavam ser tomadas para defender os interesses do Paraná e dos paranaenses. Nos antecipamos aos efeitos mais perversos da crise econômica. Não fui compreendido, mas arrisquei meu capital político para proteger o Estado. O tempo está mostrando que agimos corretamente.
JM: Quanto ao futuro político. Qual é o planejamento para o senhor em 2018?
Richa: Meu propósito é fazer uma boa gestão. Deixar o Paraná preparado para crescer ainda mais. Não penso nas próximas eleições. Meu foco está na administração do Estado e nas ações que garantam melhores condições de vida aos paranaenses.
JM: Ainda sobre 2018, o senhor pretende escolher um 'sucessor' ou prefere não se envolver na disputa política pelo cargo de Governador(a)?
Richa: Ainda é muito cedo para falarmos das eleições de 2018. Há outras prioridades neste momento.





















