UEPG volta a discutir reajuste do RU na segunda-feira
Último reajuste nos valores cobrados foi registrado em 2004. Nova mudança no valor pode levar refeição do RU a custar até R$ 12 para visitantes da UEPG

Último reajuste nos valores cobrados foi registrado em 2004. Nova mudança no valor pode levar refeição do RU a custar até R$ 12 para visitantes da UEPG
O Conselho de Administração (CA) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) volta a discutir o reajuste da tabela de preços das refeições nos restaurantes universitários (RUs) da instituição. A reunião plenária ocorre na próxima segunda-feira (17), a partir das 9 horas, no auditório do PDE (Campus Uvaranas). A matéria recebeu pedido de vistas na reunião do último dia 3, por parte do conselheiro Marcos Maia, representante dos servidores técnico-administrativos nos Conselhos Superiores.
O processo tem como relator o pró-reitor de Assuntos Administrativos, Amaury dos Martyres. Ele integrou a comissão verificadora nomeada pela Reitoria em outubro de 2015 para analisar a necessidade de reajuste nos valores cobrados pelas refeições nos três restaurantes mantidos pela UEPG, no Campus Uvaranas (Colégio Agrícola e CAIC) e no Campus Central. Ainda compõem o grupo a Pró-Reitoria de Recursos Humanos, servidores dos diversos órgãos envolvidos nas atividades dos restaurantes e conselheiros das representações dos estudantes, dos docentes e dos técnicos-administrativos.
Com a consultoria do economista Alexandre Roberto Lages, o Núcleo de Políticas Públicas Rouger Miguel Vargas (NPPRMV) da UEPG, a comissão verificadora iniciou os trabalhos em março de 2016 e apresentou relatório final em junho de 2016. No parecer, sugere o reajuste no preço da refeição nos três RUs, passando para R$ 4, para acadêmicos e servidores com salário igual ou inferior a cinco salários mínimos; R$ 6, para servidores com salário acima de cinco mínimos; e R$ 12, para visitantes. Alunos e servidores que comprovarem carência, inscritos no CadÚnico terão 50% de desconto.
O último reajuste dos preços das refeições nos RUs da UEPG ocorreu em maio de 2004, por meio da Resolução CA nº 108. Desde então, por 13 anos, os funcionários técnico-administrativos com salário inferior a três mínimos pagam R$ 1,50; técnicos que recebem mais de três mínimos, docentes e estudantes, R$ 1,90; e visitantes R$ 4,60. Estudantes que comprovarem carência pagam R$ 0,75. Antes (Resolução CA, de março de 2003), as refeições tinham o valor R$ 0,60, para estudante carente; R$ 1,20, para técnicos com salários até três mínimos; R$ 1,50 para demais técnicos e estudantes e docentes; e R$ 3,50, para visitantes.
DEMANDA E DESPESA
De acordo com a planilha elaborada pelo economista Alexandre Lages, considerando como referência os meses de julho, agosto, setembro e outubro de 2015, a média de preço, a ser considerada nos refeitórios da UEPG, com os salários incluso, seria de R$ 6,19 (seis reais e dezenove centavos), valor este que compreende a variação de custos e consumidores nos RUs do Campus Central, Campus Uvaranas e CAIC. Nos três primeiros meses do ano letivos de 2016 (fevereiro, março e abril), o RU do Campus Uvaranas serviu 59.576 refeições; no Campus Central, foram R$ 26.587; e no restaurante do CAIC, 2.246 refeições. No total, nos três restaurantes foram servidas 88.409 refeições.
Ainda conforme o estudo da comissão verificadora, em 2015, a UEPG obteve uma receita proveniente da venda de tickets de alimentação nos seus restaurantes, no valor de R$ 566.337,15. No mesmo período, a despesa referente à aquisição de gêneros de alimentação, manutenção, gás, utensílios para cozinha chegou a R$ 1.074.810,50. Desta forma, chegou-se a um déficit de R$ 508.473,40.
Além de apontar o déficit no custo dos restaurantes, a comissão alerta a administração da instituição quanto ao aumento gradativo e considerável da demanda nos RUs. Nesse sentido, manifestou preocupação em relação ao número de servidores que trabalham nestes espaços (Uvaranas, 15 servidores; Centro e CAIC, 10 servidores cada); e em relação ao espaço, que acaba limitando também os equipamentos e a capacidade de lugares aquém da demanda. Tais apontamentos apontam para a necessidade urgente de ampliação destes espaços.
ESTUDANTES
O movimento estudantil é contrário ao aumento do valor das refeições do RU. Organizados no movimento ‘Quatro pila é um assalto’, entendem que o aumento do valor de R$ 1,90 para R$ 4 é contra a política de permanência de estudantes. Na página do movimento nas redes sociais, alegam que “o aumento do RU torna mais caro um serviço da universidade e inviabiliza alunos em situação de carência econômica de almoçar e jantar, visto que mesmo com desconto a refeição se tornaria mais cara que o valor total pago por estudantes sem o desconto atualmente”.
A pauta da reunião do CA, na segunda-feira, também traz para nova discussão a proposta da minuta que estabelece normas relativas à Política de Assistência Estudantil da UEPG. Ainda volta à discussão a concessão de 200 bolsas de monitoria para acadêmicos em disciplinas de sala de aula e laboratórios dos cursos de graduação. Ambas as matérias foram retiradas de pauta na reunião de 3 de abril, pelo entendimento de que estão atreladas à votação do reajuste do RU, serviço que os acadêmicos entendem estar incluso na política de assistência estudantil, assim como a concessão de bolsas.
As informações são da assessoria de imprensa.





















