Desabrigados fazem apelo por moradia na Prolar
Famílias que foram retiradas do Jardim Atlanta não sabem para onde ir. Prolar garante que doará três lotes
O drama das onze famílias que foram retiradas do Jardim Atlanta, no Bairro Boa Vista, em Ponta Grossa, na última terça-feira (04) por força de um mandado de reintegração de posse parece não ter fim.
Pelo menos oito delas, que foram levadas temporariamente pela Prefeitura para o Ginásio Oscar Pereira, estão sem saber para onde ir. Algumas afirmaram a equipe de reportagem do Jornal da Manhã que passariam a noite de quinta-feira (06) na sede da Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar) depois do pedido para que saíssem do alojamento em virtude da agenda de eventos do ginásio. “O jeito vai ser dormir por aqui mesmo”, afirma Josycler Ferreira Antunes, de 34 anos de idade, que morava com o marido, dois filhos e uma neta de apenas dois meses em uma pequena casa de madeira que foi demolida durante a operação. Josycler garante que não sabia que o local se tratava de uma área de invasão. “Estávamos morando ali fazia três meses”, explicou.
Procurada, a Prefeitura se posicionou sobre a questão por meio de uma nota em que reforça que não é parte na ação judicial, tendo se colocado à disposição para todo e qualquer trabalho necessário para o encaminhamento dos envolvidos aos órgãos competentes de cadastro. Afirmou ainda que “as famílias serão atendidas em três lotes disponibilizados pela Prolar, na região do Gralha Azul. São lotes oficiais, financiados direto pela Prolar em até 15 anos, com parcelas de R$ 120 a R$ 170, dependendo da localização. Os lotes estarão disponibilizados para construção até esta sexta-feira (07)”.
Josycler considerou a decisão interessante e planeja recomeçar a vida com o que restou da antiga casa. “O pessoal da Prefeitura guardou as madeiras. Vamos reaproveitá-las”, destacou. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, os materiais foram levados para uma estrutura da Secretaria Municipal de Assistência Social no bairro de Oficinas.
Relembre
O mandado de reintegração de posse expedido pelo Juízo de Direito da 2ª Vara Cível foi cumprido por 40 integrantes do 1º Batalhão da Polícia Militar (PM). Todas as moradias foram demolidas, afetando pelo menos 30 pessoas. Caminhões, contratados pelo dono do terreno, foram usados nas mudanças. A PM reforçou que não houve resistência por parte das famílias.





















