Decisão da Justiça libera Roger Selski do Hildebrando
A decisão, assinada pelo do Desembargador José Cichocki Neto, saiu na tarde desta quarta-feira (05)

De cabeça raspada, o ex-prefeito de Ipiranga, Roger Selski, de 31 anos de idade, foi liberado da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, por meio de um habeas corpus no começo da noite de quarta-feira (05). Mesmo com a decisão da Justiça em mãos, ele preferiu o silêncio. O documento foi assinado pelo Desembargador José Cichocki Neto. Familiares esperavam o político do lado de fora da prisão.
Selski foi preso na quinta-feira da semana passada, em um apartamento na área central de Ponta Grossa, acusado dos crimes de extorsão, agiotagem, lavagem de dinheiro e, segundo o Delegado Guilherme Luiz Dias, de também ter “encomendado” a morte do promotor de Justiça do Ministério Público (MP) de Ipiranga, Leandro Ataíde. O valor pago pelo serviço seria de R$ 20 mil. Gravações e conversas de Whatsapp foram usadas como provas. Durante a abordagem, Selski disse ter sido vítima de uma articulação política para denegrir sua imagem pública.
Em entrevista exclusiva ao portal aRede, um dos advogados de defesa de Selski, o criminalista de Curitiba, Rodrigo Sanches Rios, comemorou a soltura. “Tenho certeza que iremos provar a inocência de Roger”, garantiu. O advogado disse ainda que usará do contraditório para desqualificar as provas existentes contra o seu cliente.
A equipe de reportagem entrou em contato com o delegado responsável pelo caso. Dias afirmou apenas saber da decisão da Justiça. Filiado ao Partido Republicano (PR), Selski foi prefeito de Ipiranga entre 2013 e 2016. Tentou a reeleição, mas acabou superado nas urnas por Luiz Blum (PSC). A disputa acabou sendo vencida por Blum com 58% dos votos válidos, enquanto Selski teve 41% da votação
‘Falso policial’ também foi solto
A liberdade de Roger Selski foi conquistada um dia depois que o falso policial civil Igor Henrique Teixeira da Luz, de 36 anos de idade, foi liberado pela Justiça. Ele estava preso em Ponta Grossa desde o último dia 23 acusado de estelionato e extorsão. Os crimes teriam sido praticados em Ipiranga. Durante as investigações realizadas pelo delegado Guilherme Luiz Dias, revelou-se a ligação entre Igor e o ex-prefeito. “Selski agia como agiota e contratava pessoas para fazer as cobranças de dívidas, entre eles o Igor que se passava por policial civil”, contou o delegado.





















