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Envolvida no caso ‘Gaúcho’ aguarda sentença na cadeia

Alessandra Kaminoski foi submetida a uma audiência de instrução e julgamento na terça-feira (05)

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Daniel Petroski

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Alessandra Kaminoski, de 23 anos de idade, presa preventivamente em Ponta Grossa no início do ano suspeita de envolvimento no latrocínio de José Benhur Muller Gomes, conhecido como “Gaúcho”, aguarda sua sentença na Cadeia Pública Hildebrando de Souza. A pena pode chegar a 20 anos.

Na terça-feira (04), ela foi submetida a uma audiência de instrução e julgamento no juizado da 3ª Vara Criminal. O crime foi registrado em novembro de 2016. “Gaúcho” foi abordado por dois adolescentes na entrada de uma cooperativa de crédito no bairro Nova Rússia. Ao reagir a roubo de malote, foi alvejado na cabeça por um disparo de arma de fogo em plena luz do dia.

Segundo a defesa da ré, durante a audiência foram ouvidas testemunhas do caso. Alessandra também foi interrogada. “A partir disso, vistas foram pedidas no processo para análise da defesa e do Ministério Público (MP). Passada essa fase, será proferida a sentença”, explicou o advogado Fernando Madureira. A defesa ainda aguarda um laudo da perícia do aparelho celular de Alessandra. “Por conta disso não existe um prazo para que a sentença seja definida”, reforçou o advogado.  

Alessandra não irá a júri popular por responder por latrocínio – roubo seguido de morte. “Isso configura crime contra o patrimônio, não contra a vida. O objetivo era roubar a pessoa, mas acabou ocorrendo o óbito”, explicou Madureira.

Habeas corpus negado

Desde a prisão, a defesa de Alessandra solicitou a soltura da mulher por força de um habeas corpus. O pedido foi negado. “Dependendo de quanto tempo demorar para que a sentença seja estipulada, um novo pedido de habeas corpus será feito”, garantiu Madureira.    

Entenda a dinâmica do crime

De acordo com a Polícia Civil, o crime foi “orquestrado” por Luciano Eurico Dubiela, que segue foragido e já teve a prisão decretada. Ele teria aliciado dois adolescentes, de 16 e 17 anos de idade, para roubarem o malote de propriedade do Clube Princesa dos Campos (Clube Verde). Alessandra, sobrinha de Luciano, trabalhava na época do crime na secretaria do clube e ajudou fornecendo dados sobre a rotina da vítima. Os dois menores seguem apreendidos no Centro de Socioeducação Regional de Ponta Grossa (Cense).

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