Polícia investiga estudantes da UEPG em ação de black blocs

A Polícia do Paraná investiga o envolvimento de alunos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) em ações de depredações, em Curitiba, nessa segunda-feira. Aproximadamente150 black blocs saíram pelas ruas da capital paranaense em protesto contra a realização da Copa.
O movimento terminou em quebra-quebra de instituições bancárias. Houve várias prisões. No sábado, em artigo publicado no Jornal da Manhã, o professor Mário Sérgio de Mello, geólogo e professor do Departamento de Geociências da UEPG, já havia dado publicidade ao movimento marcado para Curitiba. ‘Com tristeza e profunda sensação de fracasso, soube que alunos do curso para o qual dou aulas na universidade reuniram-se nesta quarta-feira para discutir a participação em encontro anual a realizar-se em Curitiba neste final de semana. E nessa reunião comentou-se da conveniência dos participantes levarem vinagre, lenços e outros aparatos. Para possíveis batalhas campais em manifestações contra a copa, em que gás lacrimogêneo e outros repressivos possam vir a ser utilizados’, relata.
O professor faz duras críticas contra os alunos da universidade, afirmando que eles “ negligenciam tarefas, não lêem, inventam pretextos para faltar ou cancelar aulas, não conseguem organizar os diretórios e centros acadêmicos para terem participação efetiva na vida acadêmica, não sabem reivindicar melhoria de condições às vezes precárias do ensino, são complacentes com mediocridades, desmandos e assédios de alguns professores, e não sabem zelar pelos equipamentos e materiais de uso coletivo, nem mesmo livros, carteiras de aula, sanitários.
“Não seria mais fecundo se, ao invés de contra a copa, os jovens fossem contra estas tantas iniquidades cotidianas?”, indaga. De acordo com a Secretaria de Segurança do Paraná, as forças de segurança apreenderam 14 pessoas que participaram de atos de vandalismo e depredação de patrimônio público e privado na tarde desta segunda-feira (16). São 12 adultos e dois adolescentes, de 15 e 17 anos. Os dados fazem parte de balanço parcial do centro até às 19h30.
Os atos ocorreram durante jogo entre as seleções de Irã e Nigéria pela Copa de 2014. Os detidos foram encaminhados pela Polícia Militar ao 1º Distrito Policial (DP), com exceção dos menores de idade, acompanhados até a Delegacia do Adolescente. Todas as ações foram acompanhadas em tempo real e de forma permanente por videomonitoramento, a partir do CICCR, e pela Secretaria da Segurança Pública.
“As câmeras e a utilização do imageador aéreo pela primeira vez no Paraná - acoplado à aeronave do Grupamento Aeropolicial e Resgate Aéreo - auxiliaram toda a ação da polícia que foi planejada e teve intervenção na hora certa”, afirma o secretário da Segurança Pública, Leon Grupenmacher.
As imagens geradas por este novo equipamento e pelas demais câmeras serão encaminhadas à Polícia Judiciária para posterior identificação de outros envolvidos nos atos criminosos. A manifestação foi acompanhada desde o início pelas forças de segurança, sem necessidade de intervenção, enquanto se manteve pacífica.
“Os manifestantes foram em direção ao limite do perímetro de segurança ao redor do estádio Arena da Baixada e, frente ao forte aparato policial encontrado, começaram a dirigir-se para o centro da cidade. É importante ressaltar que, em que pese os atos de vandalismo, o dia de hoje foi de tranquilidade, em se tratando de uma Copa do Mundo”, avalia o coordenador do CICCR, delegado federal Flúvio Cardinelle Oliveira Garcia.





















