Pesquisador de PG é destaque nacional em inovação
Professor teve a melhor avaliação nacional em seu setor de pesquisas e obteve a maior bolsa desta categoria (nanotecnologia e novos materiais) pela CNPq

Um pesquisador ponta-grossense, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), e que também atua na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), está se destacando no cenário nacional por suas pesquisas na área de inovação e no desenvolvimento tecnológico. Sergio Mazurek Tebcherani obteve a melhor posição no ranking nacional de pesquisador bolsista na área de nanotecnologia e novos materiais, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Com isso, assinou o contrato referente a bolsa de produtividade no nível 1B inovadora (a maior nesta área), que tem vigência por quatro anos.
“Na verdade a gente planeja a vida acadêmica e profissional em cima disso mesmo. Já tínhamos uma esperança de crescer em relação à vez passada, mas não a esse ponto. Foi bem gratificante isso aí, que pelo lado profissional, acaba abrindo várias oportunidades diante do reconhecimento desse grupo científico”, revelou o profissional. Segundo ele, além dos projetos, muita coisa contou para essa posição de destaque, como artigos publicados, e principalmente o processo de interação entre a teoria e a prática. “Aprender a falar em linguagem industrial não é algo tão simples. Como estamos conseguindo fazer essa mistura de linguagem acadêmica com a industrial, conseguimos ter inserção maior dentro desse mercado, que dá uma diferença grande”, assegura.
Apesar de todo esse reconhecimento nacional, seu maior objetivo é o desenvolvimento tecnológico local, para o desenvolvimento industrial e profissional nos Campos Gerais. ““Meu único propósito é motivar que as empresas utilizem esse serviço, e não paga ganhar dinheiro, porque cobramos baixo, mas por fazer esse desenvolvimento regional. Hoje tenho várias empresas, principalmente alemãs, nos procurando para fazer pesquisa daqui para lá. E queremos que a indústria daqui se desenvolva a ponto disso, porque podemos jogar um recém formado dentro da empresa e se tornar um profissional para tocar o negócio na empresa, disseminando o conhecimento”, declara.
Desde 2008, o pesquisador informa que, com o auxílio de outros pesquisadores, desenvolveu 30 patentes de propriedade industrial, a maior parte por sua empresa, a ‘Nanoita’. Entre as patentes estão na área de desenvolvimento químico, como soluções autolimpantes e hidro-repelentes; espuma de vidro e pigmentos para indústria cerâmica em novos materiais; e processos de secagem de alimentos e maturação de carnes, entre outros.





















