Universo ‘youtuber’ ganha expoentes de PG
Influenciadoras digitais locais mostram que com talento e muito trabalho é possível se consolidar na internet

Em 2006, quando o YouTube entrou no ar – momento em que o site foi adquirido pelo Google -, inúmeras pessoas ganharam a oportunidade de virar celebridade na internet. De lá para cá, uma geração cresceu em frente a câmeras de vídeo, produzindo conteúdos sobre tudo, de situações cotidianas, moda e feminismo, a resenhas de livros ou filmes. Esse nicho, que foi ganhando cada vez mais visibilidade, hoje movimenta um mercado milionário e influencia grandes públicos.
“Salve Galera – Tudo Numa Boa?”. O bordão é da “youtuber” Amanda Pontes, menina simples, com um estilo “mina mano”, que vem ganhando o país por meio da internet. Com um jeito excêntrico de ser, ela produz vídeos sobre maquiagem, unhas, estilo e cabelos – servindo como uma espécie de conselheira para seus seguidores.
Mas ela faz só isso? Não trabalha? Claro que sim! E a profissão tem nome: “youtuber”. Taline Barcelos, da editora Yes Books, define essas pessoas como grandes influenciadores digitais, com uma audiência consolidada no mundo virtual. E bota grande nisso.
O canal de Amanda no YouTube possui mais de 900 mil inscritos. Natural de Ponta Grossa, ela atualmente vive no Rio de Janeiro, sendo agenciada pela Mooviemento. “Não importa se você é pobre, rico, do interior ou de cidade grande, tudo é possível na nossa vida, só basta correr atrás e acreditar”, afirma a jovem de 21 anos que vem colhendo bons frutos do trabalho que ela iniciou em agosto de 2014. A mãe de Amanda, Laurita de Oliveira, é só elogios para a filha. “Quando colocamos nossa vida nas mãos de Deus, Ele faz o impossível para que nossos sonhos se realizem”, enaltece.
Outro exemplo local é a “youtuber” Nicoly França. Na companhia de Maria Fernanda Teixeira, elas comandam o canal “Lado Avesso” que trata de moda consciente. Criado em setembro de 2015, elas já contam com 6,4 mil inscritos. “Ser youtuber já virou uma profissão. E o trabalho no YouTube é semelhante a outros tipos de trabalho, pois requer tempo, dedicação e conhecimento. E o número de “youtubers” cresceu muito nos últimos tempos. Então, para se destacar, você tem que ter um diferencial e um conteúdo de qualidade. Essa produção dá trabalho sim”, defende Nicoly.
Para ela, a profissão está conseguindo agradar cada vez mais a todos os tipos de público, pois apesar dos jovens serem maioria, existem canais específicos para crianças, mães, homens, mulheres e até para idosos. “A maior prova de que o YouTube está no seu auge é que as próprias celebridades se renderam a esse mundo virtual e é muito comum os artistas criarem canais para agregar mais esse público”, concluiu.
Democracia
Para “youtuber” Nicoly França o número cada vez maior de pessoas investindo neste universo tem uma explicação bem clara: a internet é democrática. “Então, hoje em dia, qualquer pessoa pode pegar uma câmera ou um celular e produzir conteúdo. Alguns fazem isso apenas como hobby, já outros levam a sério, como um trabalho mesmo”, justificou.





















